Encabeçado pelo idealista Vadis da Silva, Feirão do Turismo desperta turismo interno

As mudanças que a pandemia global provocaram no mundo ainda não estão muito delineadas, mas o que se sabe é que os eventos corporativos, as feiras e congressos não serão mais os mesmos.

Por REDAÇÃO DO DIÁRIO


O presencial deu lugar ao digital e às feiras online; o que se verifica é uma maior participação (impulsionados pelo confinamento), embora rarefeita e distribuída ao longo do tempo em que o evento se desenrola.

Um exemplo disso foi o Feirão do Turismo Brasileiro que aconteceu de 21 a 27 de setembro de 2020, idealizado pelo empreendedor Vadis da Silva.

“O Feirão Cooperativado do Turismo Brasileiro trouxe um grande aprendizado e teve características próprias, diferenciadas: a primeira característica é que ele foi 100 % online e durante os 7 dias teve a transmissão de lives entre duas a nove horas de duração diárias   e todos teve um destino âncora por dia. Segundo o organizador a série de eventos preliminares e o próprio feirão – que foi impulsionado por meio de plataformas online como facebook e instagram – teve cerca de 260 mil participantes.

 

Objetivo em si mesmo

A outra característica que o diferencia das demais, segundo Vadis, é que ele não teve um objetivo em si mesmo. Segundo Vadis, o objetivo não foi a criação do Feirão. Trata-se de uma ação dentro de quatro etapas de um ciclo virtuoso pra ativação do turismo no universo da economia colaborativa e do consumo compartilhado tendo por base a internet”, afirma VAdis.

Pessoas, produtos, tráfego, receita

Em uma linguagem acessível e de fácil compreensão, Vadis explica que essas quatro etapas envolvem pessoas, produtos, tráfego e receita.

“Não posso, nesse primeiro momento divulgar o total de valores negociados e fechados, para não desviar a atenção da mensagem que queremos passar neste momento – o valor gerado é imensurável e venda é preço. O que para uns poderá ser muito, para outros pode ser pouco”, disse ao DIÁRIO.

Segundo Vadis, mais de 90% dos produtos turísticos do receptivo brasileiros não se encontram na prateleira para serem comprados no mundo virtual. Para o empreendedor, o feirão criou o estímulo da demanda, gerando tráfego e consequentemente receita.

Lojas virtuais gratuitas

O trabalho hercúleo de Vadis e sua equipe do Gestour.com.br associa em um mesmo ambiente Agências de viagens, operadoras de turismo, diferentes meios de hospedagem e empresas que ofertam serviços de transfer.

“Cada loja é integrada às 5.570 lojas de cidades; 333 regiões turísticas; 27 estados; cinco macrorregiões e na loja âncora nacional www.gestour.com.br. Os lojistas, empreendedores digitais experts de turismo, além de ativar uma loja gratuita e comercializar produtos e serviços próprios, também são remunerados com a venda de todos os produtos nacionais disponíveis na plataforma”, demonstra Vadis.

“Importante destacar que quem precifica os produtos são os produtores, que também garantem paridade na remuneração dos varejistas”, diz Silva.

Os expositores do primeiro Feirão do Turismo Brasileiro apresentaram e avaliaram os resultados do em live realizada no dia 1º de outubro e que permanece gravada e disponível no canal do YouTube da Gestour Brasil.

Crítica

Vadis é claro em sua crítica à política pública destinada à promoção do turismo interno brasileiro. Segundo ele, a verba de marketing digital do Ministério do Turismo poderia atingir bilhões sem onerar o erário, caso o e-Marketplace Cooperativado do Turismo Brasileiro fosse adotado como referência à política pública setorial.

“Ao invés de dispersar a pouca verba pública que possui, o poder público, nas suas três esferas, deveria apostar na força da união e articulação da iniciativa privada com foco no modelo cooperativado”, sugere Silva, que argumenta “apenas com a venda de 30% dos quartos de hotéis que ficam desocupados todos os dias no Brasil, o Turismo, via seu e-Marketplace, teria disponível mais de R$ 1 bilhão de verba de marketing para a promoção do Destino Brasil”.

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Paulo Atzingen
Paulo Atzingenhttps://www.diariodoturismo.com.br
Paulo Atzingen é paulista e jornalista profissional (DRT-185 PA) desde o ano 2000; cursou Letras e Artes e Comunicação Social na Universidade Federal do Pará (UFPA), É poeta, contista e cronista. Estuda gaita (harmônica).

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