O ministro do Turismo, Celso Sabino (União-PA), comunicou a interlocutores que irá deixar o governo federal. A informação foi publicada pela colunista Natália Portinari, do UOL.
A decisão acontece dias após a reunião ministerial em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que ministros sem disposição para defendê-lo deveriam se afastar.
REDAÇÃO DO DIÁRIO – com informações do portal UOL
A situação de Sabino vinha se desgastando dentro do União Brasil. A federação formada com o PP fortaleceu a oposição no Congresso, articulando inclusive em favor de uma candidatura do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) à Presidência em 2026. Nesse cenário, lideranças partidárias passaram a pressionar Sabino a entregar o cargo.
Durante a semana, o ministro rebateu críticas de colegas da bancada em um grupo de mensagens, lembrando que parlamentares do próprio partido haviam indicado apadrinhados para funções dentro do Ministério do Turismo desde sua posse. Ainda assim, a avaliação foi de que sua permanência se tornou insustentável.
Na reunião de terça-feira (26), Lula foi direto ao citar dois alvos de insatisfação: Sabino e André Fufuca (PP-MA), ministro do Esporte. O presidente também declarou não ter apreço pelo líder do União Brasil, Antonio Rueda.
Além da cobrança feita por Lula, tanto Sabino quanto Fufuca receberam ultimatos de suas legendas. Dirigentes como Ciro Nogueira (PP-PI) e Rueda exigiram que os ministros escolhessem entre a fidelidade partidária e a permanência no governo.
O Ministério do Turismo, no entanto, afirmou em nota que Sabino “segue trabalhando pelo turismo e desenvolvimento do Brasil”. Já a Executiva Nacional do União Brasil marcou reunião para a próxima semana, quando deve formalizar a entrega dos cargos que o partido ocupa na Esplanada.
Fonte: Natália Portinari – UOL.