terça-feira, janeiro 13, 2026
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ABRAPE projeta alta no setor de eventos e criação de 143 mil vagas em 2026

A Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE) projeta um novo avanço do setor em 2026, com crescimento de 7,8% no consumo e expansão do emprego formal. De acordo com estimativas da entidade, o consumo em recreação deve chegar a R$ 151,9 bilhões no próximo ano — acima da expectativa de R$ 140,8 bilhões para o fechamento de 2025.

REDAÇÃO DO DIÁRIO – com assessorias 

Além do desempenho financeiro, a ABRAPE prevê a criação de 143 mil novas vagas de trabalho formais em 2026, impulsionadas tanto pela manutenção do ritmo de atividade do segmento quanto pelos impactos indiretos em setores relacionados.

As projeções têm como base o Radar Econômico, boletim mensal produzido pela associação desde 2021 para monitorar os efeitos da pandemia e a evolução do mercado. O estudo utiliza informações oficiais do IBGE, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e da Receita Federal, além de indicadores como a participação do item “Recreação” no IPCA e a massa de rendimento real apurada pela Pnad Contínua. Para fins de comparação histórica, a série considera a estrutura de ponderação adotada pelo IBGE a partir de 2020.

Segundo a associação, a maior parte das novas vagas deverá ser concentrada no chamado hub setorial, que reúne 52 áreas impactadas pelo setor de eventos. A expectativa é que esse conjunto responda por aproximadamente 120 mil postos de trabalho, puxado por segmentos como bares e restaurantes, serviços gerais, publicidade e propaganda, segurança privada, hospedagem e agências de viagem.

A entidade destaca ainda que os resultados projetados ficam 24% acima dos níveis pré-pandemia, reforçando o papel do setor como engrenagem importante na cadeia de serviços. Para Alison Fiuza, economista responsável pelo Radar, o comportamento do hub confirma que os eventos geram efeitos multiplicadores superiores à média do setor de serviços, ativando diversas atividades que orbitam o calendário de shows, festivais, feiras e encontros corporativos.

No core business, que envolve atividades como organização de eventos, espetáculos artísticos e culturais, recreação e lazer, além da produção e promoção de eventos esportivos, a projeção é de aproximadamente 23 mil novas vagas formais em 2026. Esses segmentos, segundo a ABRAPE, já operam com estoque 80,9% acima do registrado em 2019, sinalizando um novo patamar para o setor.

Para o economista Leonardo Alonso Rodrigues, também integrante da equipe técnica do levantamento, o momento é de consolidação. “Não estamos diante apenas de uma recuperação da pandemia, mas de uma expansão estrutural do setor, que encontrou novos patamares de operação e demanda”, avalia.

Já o presidente da ABRAPE, Doreni Caramori Junior, afirma que os números reforçam a importância de políticas públicas voltadas ao segmento, como o PERSE (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos), criado durante a pandemia. Para ele, o setor de eventos tem se confirmado como um dos principais motores da economia brasileira, com forte capacidade de gerar empregos e movimentar renda. “O conjunto de indicadores confirma que o setor passou a ocupar um papel econômico central, tanto em geração de emprego quanto em capacidade de movimentação de renda”, destaca.

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