sexta-feira, janeiro 16, 2026
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CNC projeta R$ 218 bilhões no turismo na alta temporada

O turismo brasileiro deve viver, entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, a maior temporada de verão da história em volume de negócios. A projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta faturamento de R$ 218,77 bilhões no período, alta de 3,7% em comparação com a temporada anterior.

REDAÇÃO DO DIÁRIO – com informações da CNC 

O cenário otimista é sustentado principalmente pelo avanço na chegada de visitantes internacionais. Segundo dados apurados pela entidade, o Brasil registrou crescimento de 42,2% na entrada de turistas estrangeiros entre janeiro e outubro de 2025, movimento que reforça a perspectiva de uma temporada aquecida e com maior circulação de renda em diferentes regiões do país.

Crédito: CNC

A CNC estima ainda que o verão 2025/2026 deverá responder por cerca de 44% de toda a receita anual do turismo nacional, consolidando o período como decisivo para a economia do setor. No mercado de trabalho, a expectativa é de forte impacto: a alta temporada pode gerar 87,6 mil vagas formais temporárias, o maior volume desde o verão de 2014, impulsionado também pelo contexto de grandes eventos no país à época, como a Copa do Mundo.

“As diversidades geográficas e culturais são apenas dois dos vários fatores que fazem o Brasil ser um destino completo para o turismo em nível mundial. Ainda precisamos desenvolver a malha aérea na região Norte e Centro-Oeste, principalmente para aproveitar ainda mais o potencial de negócios para essas regiões, sempre com sustentabilidade e visão a médio prazo”, afirma o presidente do sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.

Mais estrangeiros e preços favoráveis

O crescimento do turismo internacional é apontado como o principal motor do recorde. Em parceria com a Embratur, a CNC destaca que o Brasil recebeu 7,68 milhões de visitantes estrangeiros entre janeiro e outubro de 2025. A Argentina lidera como principal emissor, com 2,94 milhões de turistas, seguida por Chile (662 mil) e Estados Unidos (614 mil). Juntos, os três países representam 55% do total de viajantes que entraram no Brasil.

Os gastos desses visitantes também avançaram: até setembro, as despesas de turistas internacionais chegaram a US$ 6,04 bilhões, aumento de 11,7% em relação a 2024.

Crédito: CNC
Crédito: CNC

No mercado interno, a movimentação também é favorecida pela desaceleração de preços em itens essenciais para viagens. De acordo com o IPCA, houve queda nos preços das passagens aéreas (-14,4%) e das passagens de ônibus interestaduais (-1,8%), considerando o acumulado em dez meses até outubro.

Com esse cenário mais acessível, o volume de passageiros transportados atingiu 96,2 milhões nos primeiros nove meses de 2025, superando o recorde histórico anterior registrado em 2015.

Turismo
Crédito: CNC

Alta na empregabilidade

A concentração de gastos durante o verão deve beneficiar principalmente os setores de consumo imediato. A CNC projeta que bares e restaurantes movimentem cerca de R$ 97,3 bilhões na temporada, enquanto o transporte rodoviário deve alcançar R$ 34,1 bilhões.

“Tanto nas receitas quanto no efeito de contratações temporárias, o momento da economia, de baixo desemprego e inflação em desaceleração, abrem espaço no orçamento do brasileiro para gastos com lazer. Isso faz girar a roda da economia no setor do turismo, revertendo as viagens em receita para empreendimentos de diversos segmentos”, avalia o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes.

A área de alimentação deve concentrar mais de 70% das vagas previstas, com 61,47 mil contratações temporárias. Na sequência aparecem o setor de transportes, com expectativa de 12,25 mil postos, e a hospedagem, com 10,02 mil novas vagas. O salário médio de admissão para o período está estimado em R$ 1.912, valorização de 5,8% frente ao ano passado.

Recuperação consolidada

A projeção reforça a recuperação do setor turístico no Brasil. Atualmente, o faturamento real do turismo já está 13% acima do nível pré-pandemia. Após a crise sanitária de 2020, quando a atividade encolheu 36,7%, o setor conseguiu recuperar as perdas de receita em dezembro de 2022 e segue em trajetória de crescimento desde então.

Fonte: CNC

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