Desde o início de 2026, a administração do presidente Donald Trump nos Estados Unidos intensificou sua política de restrições migratórias e econômicas, afetando diretamente o fluxo de turistas e viajantes brasileiros ao país.
DA REDAÇÃO — com informações da Reuters e jornais internacionais
Medidas como a suspensão do processamento de vistos para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil, têm gerado preocupações no setor de turismo, além de aprofundar as tensões diplomáticas entre Brasília e Washington. Especialistas alertam que as mudanças não apenas complicam a ida de brasileiros aos EUA, mas também sinalizam um ambiente global de maior protecionismo e restrições de mobilidade. Ao mesmo tempo, o Brasil enfrenta pressões econômicas decorrentes de tarifas e sanções que impactam o comércio bilateral e as relações políticas entre os dois governos.
O governo Trump anunciou que suspenderá o processamento de vistos a partir de 21 de janeiro de 2026 para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil, como parte de uma ampla repressão à imigração que ele vem promovendo desde sua posse no ano passado.
Essa medida — ainda sem prazo definido — exige que embaixadas recusem vistos de acordo com a legislação atual enquanto os procedimentos são reavaliados, causando incertezas sobre se turistas também serão afetados.
Especialistas em mobilidade internacional destacam que já em 2026 houve expansão de restrições de entrada e exigências mais rígidas para turistas, incluindo até discussões sobre exigências financeiras elevadas (como “visa bonds”) e limitações de entrada para quem não possua vistos válidos desde 1º de janeiro.
Além disso, a política migratória dos EUA se soma a um ambiente global de restrições similar às medidas históricas de proibições de viagem implementadas por Trump em mandatos anteriores, reforçando uma linha dura contra a entrada de estrangeiros considerada “de risco”.
No âmbito econômico e diplomático, a relação entre Brasil e Estados Unidos tem se deteriorado desde 2025, em especial após Washington impor tarifas elevadas sobre produtos brasileiros sob justificativas de segurança e desequilíbrio comercial.
O episódio ficou conhecido internacionalmente como crise diplomática, com o Brasil respondendo formalmente à Organização Mundial do Comércio (OMC) e adotando tarifas recíprocas sobre produtos americanos.
Em paralelo, há registros de classificações oficiais que colocam o Brasil como uma “ameaça à segurança nacional” por parte da administração Trump — uma definição que, segundo analistas, alimenta o endurecimento de políticas restritivas.
O cenário de restrições de vistos, tarifas elevadas e tensões políticas tem levado operadores turísticos e viajantes a reavaliar planos de viagem aos Estados Unidos, especialmente em um ano marcado pela Copa do Mundo de 2026, que será coorganizada por EUA, México e Canadá. A combinação de medo de entraves alfandegários e processos consulares mais rígidos já tem desestimulado parte do turismo internacional para o país.




