Durante a FITUR 2026, feira internacional de turismo realizada em Madri entre 21 e 25 de janeiro, a Europamundo apresentou ao trade o manual de circuitos da temporada 2026/2027, reunindo uma curadoria com os roteiros mais vendidos, novidades e produtos recomendados da companhia. O material, lançado em primeira mão na feira, chega como apoio direto para agentes de viagens na hora de consultar e vender experiências em diferentes regiões do mundo.
por Paulo Atzingen, de Madri*
Em entrevista ao Diário do Turismo, Clayton Araujo, diretor comercial da Europamundo no Brasil, destacou que a empresa mantém o Brasil como um dos seus principais mercados globais e reforçou a expansão do portfólio em destinos considerados “exóticos”, com lançamentos na Ásia e operação própria em países como Tailândia e Laos. Segundo ele, mesmo com um cenário desafiador, a expectativa para 2026 é de crescimento e de maior espaço para produtos de longa distância no mercado brasileiro.
“O Brasil continua entre os três maiores mercados da Europamundo no mundo”, diz Clayton Araujo
Ao comentar a relevância da feira para a estratégia comercial da marca, Clayton ressaltou o peso da FITUR como vitrine internacional e explicou que o evento também foi usado para ajustes internos e planejamento. “A FITUR é uma feira extremamente importante a nível mundial. Este ano, das 12 operadoras que representam o Brasil, a Europamundo no Brasil tem 10 na feira. Então a gente aproveitou para ajustar todo o planejamento estratégico.”
Na sequência, ele destacou o lançamento do material impresso como diferencial, mesmo em um mercado cada vez mais digital. “Em primeira mão, estamos lançando também o manual de circuitos, o caderno de circuitos da temporada 26/27. Nós somos uma das poucas empresas que ainda imprime o caderno físico.”
Clayton detalhou a proposta do catálogo e o recorte feito no conteúdo. “Ele vem com um diferencial muito grande. É um caderno de 355 páginas. Não traz impresso todo o nosso portfólio, que tem cerca de 2 mil circuitos, mas a grande novidade é que ele reúne os produtos mais vendidos, as novidades e também os recomendados pela Europamundo.”
Segundo ele, a intenção é facilitar o dia a dia das agências, com um material de consulta rápida que se integra às ferramentas online. “Com isso, a agência de viagem já consegue ter uma referência na mão para apresentar para o passageiro, se complementando com o nosso site ou com o sistema da operadora e outras propostas que temos online.”
“A Ásia no Brasil tem muito a crescer”, afirma o executivo
Ao falar sobre a amplitude do portfólio, Clayton reforçou que a Europamundo opera em dezenas de destinos, indo além da Europa — região tradicionalmente mais associada à marca. “Nós vendemos mais de 75 países. Na América, temos Estados Unidos, Canadá, México, Cuba. Na Europa, toda parte já consolidada. Temos Arábia Saudita, Oriente Médio e Israel, que está retomando o turismo aos poucos e já estamos com operação ativa.”
A Ásia aparece como um dos principais focos de crescimento, com circuitos já consolidados e novos lançamentos para a temporada 26/27. “A novidade que nós trazemos na Ásia… a Ásia no Brasil tem muito a crescer e oferecer. Nós já operamos Japão, China, Coreia.”
Clayton explicou que a presença na região não é recente e envolve operação própria. “Com operação própria em China, Coreia e Japão, nós já operamos há mais de nove anos. E na distribuição da Europamundo já tem mais de 15 anos que temos operação nessa região.”
Entre os diferenciais, ele destacou a abrangência do roteiro no Japão e os lançamentos que chegam ao mercado no novo manual. “No Japão, temos um diferencial: somos a única empresa que opera o Japão de norte a sul. E tem um lançamento na temporada 26/27 que é a ilha de Kyushu, que tem a cidade de Nagasaki.”
Ele ainda citou novos pontos de entrada para o leste asiático e expansão da operação. “Aí entramos com Yunnan, na China, outro lançamento que a gente entra no leste asiático. E a gente passa a ter este ano a operação própria na Tailândia e em Laos também.”

“A gente acredita no Brasil com um crescimento de pelo menos 5% em 2026”
Ao olhar para o mercado nacional, Clayton lembrou que o Brasil segue como uma base estratégica para a Europamundo, com histórico relevante desde os primeiros anos da empresa na América Latina. “O Brasil sempre foi um mercado muito importante, porque a Europamundo começou vendendo na América Latina. O primeiro mercado foi o México, o segundo mercado foi o Brasil.”
Ele reforçou que o país se mantém entre os líderes globais da companhia. “O Brasil continua entre os nossos três maiores países de venda da Europamundo a nível mundial. O Brasil ficou agora em terceiro lugar no ano de 2026. Nos outros anos sempre teve aí mais ou menos em segundo lugar.”
Para Clayton, a retomada de protagonismo pode ser acelerada justamente com os produtos que ganham destaque nesta temporada. “Eu acredito que com esses produtos a gente pode voltar a se destacar e, quem sabe, atingir o primeiro lugar novamente a nível mundial.”
Apesar de citar fatores externos que tradicionalmente impactam o consumo, ele afirmou que a projeção segue positiva. “Embora seja um ano desafiador, que a gente vai ter Copa do Mundo e política, onde tradicionalmente as vendas acabam reduzindo um pouquinho nesses períodos, a gente ainda acredita no Brasil num crescimento de pelo menos 5%.”
Venda de “exóticos”
Na avaliação do executivo, um dos caminhos para isso é o amadurecimento do Brasil no segmento de “exóticos”, que ainda tem participação baixa quando comparado a outros mercados latino-americanos. “As vendas de exóticos no mercado brasileiro ainda são tímidas. Você tem mercados como a Bolívia, que o exótico representa 19% do market share. Venezuela 6%, Equador 16%, México 16%. E o Brasil ainda abaixo dos 5% do total.”
Clayton também apontou diferenciais do produto oferecido, com foco em estrutura e valor percebido. “Nós temos um produto muito bom, com mais de 99% de índice de satisfação. Na parte de China, Coreia, Japão, Tailândia e Laos, a gente tem hotelaria quatro estrelas, quatro superior ou cinco estrelas.”
Para ele, o formato sem opcionais e com inclusões no pacote é um ponto que pesa na decisão do consumidor. “Não tem opcionais, já com todas as entradas e passeios incluídos. E o principal é o melhor custo-benefício do mercado.”
Por fim, ele afirmou que o volume de passageiros da companhia permite condições comerciais mais competitivas. “Como nós temos um bom volume de passageiros, ninguém chega nesse volume que nós temos, a gente consegue bons acordos com as redes hoteleiras, com os atrativos e o nosso preço é imbatível no mercado.”
*Paulo Atzingen viajou convidado pela Fitur com Seguro GTA




