Turistas terão que mudar seu comportamento em visita ao distrito de Gion, onde vivem a maioria das gueixas
REDAÇíO DO DIÁRIO com informações do jornal Extra
Em resposta às reclamações dos moradores locais sobre as multidões de turistas obcecados em fotografar as gueixas, Kyoto, a antiga capital imperial do Japão, restringiu o acesso ao famoso distrito de Gion, onde vivem boa parte dessas delicadas mulheres com quimono.
De acordo com matéria do jornal Extra (RJ) desta quarta-feira (13), o conselho local de Gion, lamentando que alguns visitantes se comportem como “paparazzi” e acreditando que estão em “um parque de atrações”, anunciou na semana passada que os turistas não poderão acessar as ruas privadas do distrito a partir de abril.
Desde o regresso em massa dos turistas ao Japão, depois da pandemia de covid-19, Kioto recebe um aumento de visitantes, alguns dos quais importunam as gueixas para fotografá-las e postar rapidamente as imagens nas redes sociais.
Segundo o jornal, várias testemunhas explicam o caso de uma aprendiz de gueixa que teve seu quimono rasgado e outra que encontrou pontas de cigarro em seu vestido. Ao contrário do que muitos pensam, as gueixas não são prostitutas, mas sim, artistas de entretenimento que distraem seus clientes com danças japonesas, apresentações musicais e jogos.
A fascinação por essas mulheres aumentou desde a estréia da série “Makanai, a cozinheira maiko”, no começo do ano passado na Netflix. A série se passa basicamente em Gion. De visita em Kioto, os holandeses Anna e Mark Van Diggenen, estão de acordo com a decisão do conselho local de Gion.
“É preciso respeitar estas mulheres e sua intimidade”, ressaltou Anna. Já o seu marido, acredita que os sinais de proibição podem não ser o suficiente para manter os turistas afastados.