terça-feira, janeiro 13, 2026
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Reestruturações no Ministério do Turismo: Gustavo Feliciano inicia ampla troca de cargos

Reestruturações no Ministério do Turismo começaram logo na primeira semana de gestão do ministro Gustavo Feliciano, que assumiu a pasta em 23 de dezembro, após a saída de Celso Sabino. Feliciano exonerou a secretária-executiva Ana Clara Machado Lopes e nomeou Fernanda Câmara Norat para o posto — decisão que já movimenta os bastidores do setor público e político no País.

DA REDAÇÃO com informações do ESTADÃO

Fernanda Câmara Norat foi secretária parlamentar do deputado federal Damião Feliciano (União-PB), pai do ministro, em dois períodos: de abril de 2018 a fevereiro de 2019, e de abril de 2022 a setembro de 2023. Apesar de constar no diretório estadual do União Brasil na Paraíba, a nomeação ocorre mesmo após resolução partidária de setembro que determinou que filiados deixassem cargos no governo Lula.

Embora Feliciano tenha sido indicado pelo União Brasil para suceder Sabino, ele não é filiado à sigla. Paraibano e alinhado politicamente ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos‑PB), o ministro integra um grupo político com forte atuação no cenário federal.

Segundo nota oficial do Ministério do Turismo, Fernanda é bacharel em Turismo e acumula experiência na administração pública da Paraíba — tendo atuado como chefe de gabinete da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico, secretária do Conselho Estadual de Desenvolvimento Turístico (Condetur), secretária‑executiva de Estado da Cultura e vice‑presidente do Conselho Estadual de Política Cultural, além de sua trajetória na Câmara dos Deputados.

Além da mudança na Secretaria‑Executiva, Feliciano também promov eu outras demissões. Portarias publicadas no Diário Oficial da União (DOU) exoneraram o diretor Fábio Augusto Oliveira Pinheiro, da Secretaria Nacional de Políticas de Turismo, e Sandro de Vargas Serpa, do cargo de secretário‑executivo adjunto da Secretaria‑Executiva do ministério. Até o momento, não foram divulgados os nomes dos substitutos.

Procurado para comentar as mudanças, o Ministério do Turismo não havia respondido aos questionamentos da reportagem até a publicação deste texto. O espaço segue aberto para manifestação.

O ex‑ministro Celso Sabino, que deixou a pasta após ser expulso do União Brasil por descumprir a ordem da legenda de sair do governo, afirmou que sua saída contribui para a governabilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso. Ainda segundo aliados, Hugo Motta destacou que Lula demonstrou “acessibilidade política” ao aceitar a indicação de Gustavo Feliciano para o comando do ministério.

 

 

 

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