Autoridades jamaicanas apostam nas similaridades entre os povos e culturas para atrair brasileiros
por JUSSARA SOARES*
O mar azul-turquesa, as areias branquíssimas e sol do Caribe, que quase nunca se esconde entre nuvens, caíram no gosto dos brasileiros. Cuba, Curaçao, Aruba, além das consagradas praias de Cancún, no México, Punta Cana, na República Dominicana, e San Andrés, na Colômbia, são alguns dos destinos preferidos dos turistas que saem do Brasil. Jamaica, por sua vez, ainda é uma rota a ser descoberta e explorada por viajantes daqui. A ilha tem praias paradisíacas, resorts de luxo, bons restaurantes, cultura e atrações que não devem em nada a seus vizinhos já consagrados.

Bahia em pleno Caribe
A surpresa para quem se aventurar pela famosa ilha do reggae de Bob Marley e terra do velocista Usain Bolt é se sentir rapidamente em casa. Por várias vezes, a sensação é de estar num pedaço da Bahia em pleno Caribe. As cores vivas, a música, o clima quente, a comida carregada na pimenta e o sorriso que escapa fácil dá um tom de brasilidade ao país, cuja língua oficial é o inglês e os carros circulam pela mão esquerda, como na Inglaterra. Até 1962, a Jamaica era um território sobre o domínio britânico.
E é justamente por meio das conexões culturais que as autoridades do turismo jamaicano quer encurtar as distâncias entre os dois povos e mostrar que a visita vale a pena. Ainda não há voos diretos entre Brasil e Jamaica, entretanto desde 2012 a viagem ficou mais fácil. Para desembarcar na ilha do reggae, os brasileiros passaram a viajar via Panamá, pela Copa Airlines, que opera voos três vezes por semana para Montego Bay, a capital turística da Jamaica. São cerca de 7 horas até a Cidade do Panamá, e outras duas até a ilha.

Voos
Os voos via Copa são uma alternativa mais rápida aos operados pelas companhias aéreas americanas, que podem levar até 18 horas. E, o mais importante, exclui a necessidade de visto de entrada nos Estados Unidos. “Temos que trabalhar também com a Latam para que ela tenha interesse em operar voos diretos para cá a partir do Brasil”, observa o ministro do Turismo da Jamaica, Edmund Bartellet.
Nos próximos meses, a Jamaica Tourist Board promete fazer ações específicas para operadoras e consumidores finais e usar as redes sociais com texto em português para atingir o público brasileiro. Além disso, durante as Olímpiadas no Rio de Janeiro, as autoridades vão instalar na cidade a Casa da Jamaica, um espaço para divulgar o país.

“Apesar das dificuldades que o Brasil passa atualmente, ele segue sendo um mercado importante. Os dois países têm muitas similaridades, como a música, a cultura, a gastronomia e o reggae, que se escuta nos dois países. Não há outro país no Caribe com tantas similaridades e que também seja capaz de atender aos brasileiros que buscam qualidade de hotéis e boa gastronomia”, observa Alex Pace, diretor para América Latina da Jamaica Tourist Board.
* A repórter, freelancer do DIÁRIO, viajou a convite do Ministério do Turismo da Jamaica, com seguros GTA