RETRÔ 2018 – Publicado em 16 de maio
Por Paulo Atzingen (de Fortaleza)*
Com citações ao folclore e à literatura cearense, a solenidade de abertura do 60º Congresso Nacional de Hotéis realizado em Fortaleza nesta quarta-feira (16) teve todos os ingredientes das aberturas dos eventos de turismo, com uma exceção: poucos discursos. Na verdade, um único discurso marcou a abertura, o de Manoel Linhares, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis. Embora Manoel tenha lido o discurso de seis laudas, ele conseguiu estabelecer um diálogo com os hoteleiros e executivos de vanguarda que exigem e experimentam mudanças tecnológicas em suas plataformas, e na própria gestão de seus negócios. Mas Manoel também falou ao coração, em uma linguagem direta, de sertanejo, como ele mesmo se denominou: “de cabra da peste”.
Originalidade
Antes que o Hino Nacional Brasileiro fosse tocado pela banda de Música da Polícia Militar do Ceará, acompanhado de um telão onde era possível acompanhar a letra da composição de Osório Duque Estrada, as bandeiras dos 26 estados do Brasil, mais o Distrito Federal foram apresentadas aos cerca de 300 participantes que tomaram o auditório do Centro de Eventos do Ceará.

Hotelaria preparada
Um pouco antes do discurso de Linhares, o presidente da ABIH do Ceará, Eliseu Barros, disse ao DIÁRIO que a hotelaria de seu estado está mais do que preparada para receber mais turistas e mais voos internacionais. “Temos uma média de 46 voos internacionais por semana, um potencial natural incrível. Temos todas as condições de superarmos esse marasmo que a crise econômica nos impôs”, disse Barros ao DT.
O evento também serviu para a assinatura de termo de convênio entre a associação de hotéis e a Cruz Vermelha. Nos termos do acordo a Cruz Vermelha se comprometerá a qualificar os funcionários de todos os hotéis do Brasil para atender as demandas as necessidades de socorro urgente, dentro dos padrões mundiais de atendimento de primeiros socorros.
Camaradagem
Em um autêntico dialeto cearense e com todas as nuances de homem do sertão – como ele mesmo frisou, Manoel Linhares convidou os congressistas para uma espécie de prosa informal tendo como pano de fundo, a hotelaria: “Quero que todos se sintam acolhidos na suíte presidencial do nosso afeto e como se tivéssemos num alpendre de fazenda, em franca camaradagem nos reunamos para debater os temas superiores e prioritários da indústria do turismo”, disse o presidente em seu discurso estabelecendo uma linha mais próxima com seus ouvintes.

Brasil intrépido
Linhares convocou os congressistas, e sua maioria hoteleiros a unirem-se em prol de uma causa muito simples e objetiva: o trabalho. Além disso, arriscou dizer que é o momento da virada econômica. “Une-nos o mesmo desejo de trabalhar pelo turismo e pelos segmentos da hospedaria (…) e testemunhamos a esperança de dias cada vez melhores. “Aqui está o Brasil, o Brasil de intrépidos, dos valentes, dos vencedores”, afirmou Manoel completando: “Como todos sabem, o turismo é o primeiro setor a entrar em crise e o primeiro a sair”, prognosticou.

Paralelo
Este ano, o tema do Conotel 2018 é “Brasil: a retomada do crescimento hoteleiro” e, tem mesas redondas, palestras e painéis, formados por gestores públicos e privados e profissionais com vasta experiência em seus setores. Os painéis vão abordar os seguintes temas: Internacionalização do turismo no país: Vistos eletrônicos – o que podemos esperar; Experiências gastronômicas que ampliam receitas hoteleiras; Reforma trabalhista e seus impactos na Hotelaria e Fundos de integração nacional e o financiamento hoteleiro.
O Congresso Nacional de Hotéis acontece em paralelo com a Equipotel entre os dias 16 e 18 de maio.
*O jornalista Paulo Atzingen viajou a convite do Conotel