Durante a ABAV Expo, que acontece de 25 a 27 de setembro no Expo Center Norte em São Paulo, o DIÁRIO conversou com o diretor de canais de vendas da GOL, Renzo Rodrigues que falou da política de tarifas da companhia aérea.
REDAÇíO DO DIÁRIO
De acordo com o executivo, o consumidor e o próprio agente de viagem sempre tem dúvidas de como as tarifas são definidas e colocadas no mercado. Segundo Renzo é um conjunto de fatores que configuram a base tarifária. “Época de compra, economia global, economia regional, são fatores importantes, mas principalmente o quanto o passageiro-público quer pagar.
Segundo Renzo se trabalha muito dentro da empresa o que cada passageiro está disposto a pagar em determinados momentos. “A gente identifica exatamente o que cada passageiro está disposto a pagar em um período, aquele que está viajando a lazer, por exemplo está buscando uma oportunidade, esse é mais sensível a preço, então ele está procurando tarifas mais baixas, mas ele tem uma flexibilidade maior de dia para viajar, horário para viajar, etc”, explica.
De acordo com o diretor, a companhia consegue alocar bem um preço competitivo para esse passageiro; já em direção oposta, enquanto um passageiro disposto a viajar mais por motivos corporativos, segundo ele, o que ele mais valoriza não é tanto o preço, mas sim a conveniência. “Para se ter um assento naquele voo segunda-feira de manhã para ir visitar um cliente importante, para fechar um contrato, o valor que ele vai pagar é sim relacionado com essa conveniência. Então a gente equilibra o preço, estimulando mais, criando promoções atrativas para incentivar o passageiro a lazer e em contrapartida aquele passageiro viajando mais por motivos corporativos ele tende a pagar uma tarifa um pouco mais alta”, explicou.
Para Renzo, é importante esse equilíbrio, pois o preço único seria ruim para o mercado. “O preço único quebraria o transporte aéreo; boa parcela dos passageiros que viajam hoje são sensíveis a preço, e para nos adequarmos a essa demanda oferecemos vários níveis de preço, entendendo a demanda, a segmentação e o interesse do passageiro. É claro que tem uma série de fatores de custos que impactam o nosso negócio, nós somos uma indústria que é dolarizada, o combustível também é dolarizado, quase 70-80% da nossa estrutura de custo é dolarizada, então quando a gente tem níveis de câmbio muito alto como esse que a gente está enfrentando no momento, os nossos custos são pressionados e a gente tem que buscar alternativas para conseguir equalizar esses custos”, enumera.
50% das passagens são abaixo de R$ 300
Renzo também lembrou que a GOL foi a primeira aérea Low Cost (empresa de baixo custo) a operar na América Latina. “Muita gente viajou pela primeira vez com a Gol e continua viajando pela primeira vez coma Gol, isso é um valor nosso, é um propósito nosso, e para isso nós temos uma estrutura de custo altamente competitiva não só no Brasil, mas no mundo, a gente é altamente reconhecido mundialmente como uma empresa dos mais baixos custos e isso está no nosso DNA e isso que permite novamente que a gente seja competitivo em tarifas também”, completou.
Segundo Renzo, aproximadamente 50% das tarifas que a GOL vende hoje é abaixo de R$ 300. “Só para a gente ter uma noção somente 2% é acima de R$ 1000-1200 reais no mercado doméstico. Então a gente continua aí fortemente a nossa estratégia de negócios que continua ligada ao baixo custo, a tarifas bastante competitivas e a gente complementou essa estratégia nos últimos 4-5 anos com produtos superior, a gente consegue combinar o produto atrativo pro cliente especialmente o cliente corporativo, mas também com preço competitivos que a gente consegue estimular todo tipo de viajante”, afirmou.
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