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Aéreas fecharam 2013 com R$ 2,14 bi de prejuí­zo, aponta Anac

Empresas brasileiras fecharam 2013 no vermelho pelo terceiro ano consecutivo devido à crise do setor aéreo. Somados os prejuízos, as sete empresas aéreas brasileiras perderam cerca de R$ 2,4 bilhões. As informações foram divulgadas na última segunda-feira (13) pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), no Anuário do Transporte Aéreo 2013. No entanto, as perdas do setor foram 30% menores do que as registradas no ano anterior. As únicas empresas que tiveram lucro foram a Azul e a Total. 

O prejuízo do ano passado é reflexo da crise pela qual o setor passa desde 2011. “Os custos das companhias aéreas explodiram e comprometeram o resultado financeiro”, explica o presidente da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz.

Entre 2012 e 2013, o dólar subiu de R$ 2,04 para R$ 2,35 (alta de 15%), o que contribuiu, junto com o aumento do preço do combustível, para o prejuízo.

Em 2009, os ganhos das aéreas foram de R$ 1,54 bilhão e, em 2010, de R$ 718 milhões. A partir disso, as empresas não conseguiram repassar a alta de custos aos passageiros, gerando as perdas bilionárias.

Outro fator que agravou os danos foi o excesso de capacidade. Nos últimos anos, as aéreas brasileiras investiram em ampliação da frota, mas, em 2011, as aeronaves voavam, em média, com 30% das poltronas vazias.

Desafios

A indústria terá desafios para voltar a obter lucro. A projeção do mercado é de que o dólar feche 2014 cotado a R$ 2,40, segundo o último boletim Focus, do Banco Central, divulgado na segunda-feira (13). No acumulado do ano até agosto, a demanda por passagens subiu 5,67% em relação ao mesmo período de 2013, aponta a Anac.

 

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