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Bienal do Livro movimenta mercado financeiro e turí­stico em São Paulo

O Pavilhão de Exposições do Anhembi recebe a 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo até o dia 31 de agosto. Além de lançamento de livros pelas principais editoras, a Bienal inclui programação cultural com debates sobre literatura, atividades para diversão do público infantil, área gastronômica e oportunidades de negócios. O evento conta com a participação de cerca de 480 expositores.

Em 2012, segundo a organização, o público que visitou foi de 750 mil pessoas durante dez dias de duração. Naquela edição, o Observatório do Turismo, núcleo de estudos e pesquisa da São Paulo Turismo (SPTuris, empresa municipal de turismo e eventos), realizou um levantamento para traçar o perfil dos visitantes e turistas na Bienal.

Segundo o secretário especial para Assuntos de Turismo e presidente da SPTuris, Wilson Poit, o perfil do público na Bienal do Livro é bastante qualificado. “Os visitantes desse evento, em sua maioria, possuem Ensino Superior completo, renda familiar mensal de cinco a dez salários mínimos e na faixa etária dos 30 a 39 anos”, revela.

“Na edição de 2012, a média de gastos por pessoa foi de quase R$ 103 em produtos literários no evento, sem contar custos como alimentação e estacionamento. Esse valor chega a uma movimentação total de quase R$ 80 milhões apenas durante a feira, com livros, revistas e outros produtos relacionados. Para a cidade, ainda poderíamos incluir outras despesas dos turistas, como transporte, hospedagem e atividades de lazer”, destaca o presidente da SPTuris.

Em relação aos turistas, os dados apontaram que eles eram 29% do público total, porcentagem que representou 217 mil pessoas, das quais a maioria (85,3%) era do interior do Estado de São Paulo e os outros 14,7% de outros estados. Além disso, as mulheres continuam sendo o gênero majoritário, representando 57% dos visitantes, apesar de a proporção ter reduzido comparando com a edição de 2010, quando o público feminino representava 70% dos visitantes da feira.

Confira números de destaque da pesquisa realizada na Bienal do Livro de 2012:

– Aumento do público mais jovem, notado por 23,9% de pessoas com idade entre 18 e 24 anos; esse número era de 10,9% em 2010.

– Redução de pessoas com mais de 50 anos (11,2%), versus edição anterior quando eram 23,4%.

– Os produtos literários mais adquiridos foram os livros (75,5%), seguidos pelas revistas (13,3%)

– O principal gênero literário procurado na Bienal foi de ficção (29,8%), seguido pelo romance (15,1%) e científico (10,5%); na categoria “outros” (13,9%), o mais buscado foi o gênero infantil.

– O canal de venda mais utilizado na aquisição literária continua sendo a internet (61,4%), acompanhado pelas livrarias físicas (31,4%).

– A área de atuação profissional dos entrevistados foi liderada pelo grupo de educadores (28,2%).

A pesquisa de 2012 na íntegra pode ser acessada no link: www.observatoriodoturismo.com.br

Leitura nas escolas

A Bienal do Livro também recebe a visita de centenas de crianças e adolescentes ainda na escola, cuja média em 2012 foi de 35 estudantes por grupo. Com base em questionários aplicados aos profissionais de Educação no evento, a maioria dos alunos era de Ensino Fundamental (44,1%) ou do Ensino Médio (39%).

“Praticamente a metade das escolas eram instituições públicas e esse é um tipo de atividade extra-curricular muito importante para incentivar a leitura pelos jovens. Na feira eles podem ter contato direto com escritores em palestras, participar de programação cultural e brincadeiras lúdicas que estimulam a formação de novos leitores”, lembra Poit.

Turismo de estudos

A cidade de São Paulo é um dos principais polos educacionais do Brasil para intercâmbio internacional entre universidades. Em 2013, o Observatório do Turismo realizou outra pesquisa em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) para conhecer quem são os estudantes estrangeiros naquela instituição.

Os números mostraram que maioria deles eram do gênero masculino (59%), com idade entre 18 e 24 anos (73%) e procedentes de países como França, Colômbia, Peru, Alemanha e Itália. Com gasto médio mensal de quase R$ 1.200, a maioria deles pretendia permanecer mais três meses na capital paulista após o término dos estudos.

“Ainda temos muito a explorar do chamado turismo de estudos, já que os estudantes de outros países também aproveitam para conhecer a cidade no tempo livre. Eles costumam gostar muito de visitar museus, frequentar parques e áreas verdes, aproveitar a gastronomia e vida noturna paulistana”, destaca Wilson Poit.

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