David Barioni , presidente da SPTuris: “nosso foco está no plano de privatização” (RETRO 2017)

Segundo Barioni o plano é cortar custos, fazer a transição e privatizar

REDAÇÃO DO DIÁRIO

Com larga experiência em governança corporativa, David Barioni já atuou em várias empresas nacionais de grande porte. Administrador de empresas e formado em Administração em Finanças pela FEA-USP, foi vice-presidente da GOL Linhas Aéreas e presidente da TAM Linhas Aéreas. Antes de ser chamado para compor o time de João Dória na prefeitura de São Paulo, Barioni presidiu a  Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). O executivo concedeu esta entrevista ao editor do DIÁRIO, jornalista Paulo Atzingen.

DIÁRIO: Quais são as experiências adquiridas na aviação que podem ajudar a SPTuris?

BARIONI: Todas. Naturalmente, a aviação é um dos dados importantes do turismo. Não é o único ou o mais importante, mas é um fator muito relevante nessa equação. Se olharmos para a construção desse tipo de negócio, vemos muitas características iguais a do turismo.

A ideia de elaborar um produto de preço acessível e ter um contato com o cliente e é exatamente o que faz o ramo turístico. Empresa aérea faz esse tipo de coisa aos milhões, já que atende uma média de passageiros que fica de 40 a 50 milhões por ano, no Brasil. Além do contato que se tem com todo tipo de empresa.

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DIÁRIO: Como está essa transição da SPTuris com o começo de uma nova prefeitura e com os estudos de privatização de vários equipamentos de São Paulo, entre eles a própria SPTuris?

BARIONI: Uma mudança assim é sempre difícil, ainda mais na situação financeira a qual se encontravam a prefeitura de São Paulo e a empresa. Nós temos um rombo orçamentário de 80 milhões de reais na SPTuris. A prefeitura também está cortando gastos, o que dificulta também o nosso trabalho, mas estamos trabalhando para resolver todos esses casos.

No momento, nosso foco está no plano de privatização. A SPTuris será privatizada antes do final deste ano, seguramente dizendo. Com isso, encerramos um capítulo da empresa, deixando a gerência dos cuidados ativos com a iniciativa privada. Isso melhorará na velocidade de compra e na qualidade dos funcionários. Nosso plano é: cortar custos, fazer a transição e privatizar.

DIÁRIO – Quem são os proprietários hoje da SPTuris e quanto ela vale?

BARIONI: A SPTuris é uma empresa S/A (Sociedade Anônima), de capital aberto e listada na bolsa. 97% das ações pertencem a prefeitura, e aproximadamente 3% é da Embratur e o restante pertence ao mercado. Ainda estamos calculando seu valor para a sua venda.

Um dos projetos é o de revitalização de “um mercado de turismo”, o qual retornaria aos grandes centros, como a Avenida São Luis e arredores, para que transformemos a cidade em um lugar agradável e seguro

DIÁRIO: O que a empresa fará para tornar o centro de São Paulo mais turístico para os turistas e para o próprio morador?

BARIONI: A gestão Doria cuida muito, entre outras, na zeladoria da cidade. Uma cidade, para receber o turista  precisa ser boa para seu morador em primeiro lugar.

Um dos projetos é o de revitalização de “um mercado de turismo”, o qual retornaria aos grandes centros, como a Avenida São Luis e arredores, para que transformemos a cidade em um lugar agradável e seguro. Passada a fase de transição e privatização, mergulharemos contundentemente nesse ideal e teremos essa meta.

DIÁRIO: Qual a importância da cidade de São Paulo ter um Observatório do Turismo?

BARIONI: Ele é vital. Nós precisamos dessa medição para entender o mercado da cidade e saibamos para onde ir. Por exemplo: Na cidade de São Paulo, 60% dos turistas são do próprio estado de São Paulo. Dessa forma, esse público quase não usa avião. Esse fato só é conhecido por conta de uma pesquisa do Observatório. Eu pretendo revitalizar e melhorar esse sistema que ainda possui algumas falhas.

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Paulo Atzingenhttps://www.diariodoturismo.com.br
PAULO ATZINGEN é jornalista profissional (DRT-185 PA) desde o ano 2000; cursou Letras e Artes e Comunicação Social na Universidade Federal do Pará. Produziu reportagens na Amazônia sobre sustentabilidade, conflitos agrários e étnicos. Lançou em 1998 sua primeira revista, a PAYSAGE – dirigindo-a e publicando-a por três anos. Em Belém, foi repórter do jornal O Liberal, O Paraense e articulista do jornal A Província do Pará e Diário do Pará. É premiado contista, com três livros de ficção em prosa publicados via editais. Trabalhou como redator no jornal de turismo Brasilturis e fundou em 2005 o DIÁRIO DO TURISMO, o primeiro jornal On-line Diário de Turismo do Brasil. Atualmente desenvolve projetos de conteúdo editoriais e digitais para empresas privadas de hotelaria, aviação, companhias marítimas, destinos turísticos e biografias.

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