sexta-feira, abril 4, 2025
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De volta para o futuro… por Mário Ponticelli*

 

Foi divertido, na aurora da internet, poder viajar por conta própria, comparando preços em agências de viagens online. Ficamos todos animados em abrir o Trip Advisor e obter opiniões infinitas sobre os lugares que desejamos ir. Porém, o tempo passou, e os dedos do consumidor já estão um pouco desgastados. Há uma certa dor de cabeça para os clientes, que estão confusos sobre onde ir e onde ficar. A quem perguntar? Com o que se preocupar? É um mar de informação que causa mais afogamentos do que nados suaves.

Mas já sabemos quem é a balsa de salvamento para um número crescente de viajantes: um clássico e amigável agente de viagens, de carne e osso.

Sim, os agentes de viagens ainda estão por perto, apesar de suas fileiras terem sido significativamente reduzidas desde que os sites de reservas de viagens na Internet começaram a chupar negócios há quase 20 anos. No Brasil, há mais de milhares agentes de viagens trabalhando em tempo integral.

Eles foram capazes de sobreviver durante o ataque do “faz tu mesmo”, adaptando-se de várias maneiras. Muitos acabaram treinados para se tornar especialistas em vários produtos de viagem: aventura, grupos, cruzeiros, luxo etc. Eles reduziram suas despesas gerais, deixando as antigas fachadas das ruas principais para escritórios onde realizavam a maioria das transações por telefone. E eles começaram a cobrar uma taxa por seus serviços.

Mantiveram-se atualizados sobre as notícias da indústria, sobre as preferências dos viajantes, saíram pelo mundo e pegaram seus telefones. Um gesto simples, mas que de fato se tornou notável durante a crise do vulcão Calbuco, no Chile, quando inúmeros voos foram cancelados e as companhias aéreas, agências de viagens online e outros sites de reserva foram todos inúteis, e o antigo e maltratado agente de viagens foi o único que ajudou os passageiros a fazerem a reserva.

Durante esse acontecimento, a confiança nos agentes de viagem subiu um ponto ou dois, especialmente com os relatos daqueles que responderam telefonemas às 2 horas da madrugada e encontraram um assento disponível para o seu cliente. Agentes de viagem são como salvadores durante crises de todos os tipos, e essa é a razão pela qual os viajantes começaram a lhes prestar atenção novamente.

Enfim, eu acho que podemos chamá-los de salvadores aqui também. Salvadores de um tsunami de informação.

*Mario Ponticelli é Country Manager Amadeus Brasil

 

 

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