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Hotelaria prevê aumento de 15% na contratação de temporários, porém hotéis corporativos têm queda

Da Redação

De olho na alta temporada de verão, a hotelaria nacional espera um crescimento de 15% na contratação de mão de obra temporária, na comparação com o restante do ano. A estimativa foi anunciada, no final do mês de setembro, pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH Nacional). O aumento deve se equiparar ao valor obtido no mesmo período de 2014.

Bruno Omori, presidente da ABIH-SP. (Foto: DT)
Bruno Omori, presidente da ABIH-SP. (Foto: DT)

“Esse fator se deve à alta temporada e ao turismo de lazer. Este crescimento ocorre porque a ocupação dos hotéis deve aumentar. O turismo de lazer dentro do Brasil se beneficia da alta do dólar”, falou Bruno Omori, presidente da ABIH-SP, ao DIÁRIO.

Para Nérleo Caus, presidente da entidade, o valor é positivo ao se comparar com outros setores da economia, como o varejo, que prevêem uma retração nas contratações temporárias, em virtude da crise econômica. “Neste momento de instabilidade e diante do cenário atual, manter o mesmo percentual de crescimento no quadro de funcionários de 2014 já é um fato positivo e para se comemorar. É uma demonstração de que a hotelaria está reagindo rapidamente e fazendo sua parte na geração de emprego e renda”, afirma.

O presidente da ABIH também explica que essa é uma média de todo o setor e em todas as regiões do Brasil. “É claro que os balneários e os destinos de sol e praia são responsáveis por um incremento maior na mão de obra no período de verão. Já os destinos de negócios, como São Paulo, que representa o maior parque hoteleiro do país, tradicionalmente reduzem seu efetivo em virtude das férias”, analisa Caus.

No entanto

No entanto, de acordo com o presidente da entidade paulista, o turismo corporativo sofre uma queda no Brasil e nem todas as regiões do Brasil atendem a média citada por Nérleo Caus. “Este [setor] não contratou, mas demitiu. Em alguns lugares, como São Paulo, por exemplo, continua mais ou menos estável, mas a cidade São Bernardo, que trabalha com o mercado automobilístico, que parou, sofreu uma queda de quase 45%. Mercados como Curitiba, Belo Horizonte e Recife caíram cerca de 30%”, explicou ao DT.

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