sábado, abril 5, 2025
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Iata projeta primeira queda no lucro das aéreas em seis anos

As empresas aéreas devem reportar lucros menores pela primeira vez em seis anos em 2017, com gastos maiores com combustível e obrigações trabalhistas em um cenário de demanda mais fraca, informou a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês).

A associação, que representa 265 companhias responsáveis por 83% do tráfego aéreo global, prevê que o lucro líquido do setor recue 16% no próximo ano, para 29,8 bilhões de dólares, devido principalmente à alta dos preços do petróleo.

Ainda segundo o órgão, as empresas aéreas norte-americanas devem responder por 18,1 bilhões de dólares do total projetado para 2017.

A Iata também cortou a projeção do lucro líquido deste ano para 35,6 bilhões de dólares, o que ainda significa uma máxima recorde, embora abaixo dos 39,4 bilhões de dólares estimados anteriormente.

A expectativa é de que o retorno sobre capital investido recue dos atuais 9,4% para 7,9% no próximo ano.

Ainda assim, o índice deve superar o custo de capital em 2017 pelo terceiro ano consecutivo.

Coletivamente, a primeira vez em que o setor conseguiu gerar retorno superior ao custo de capital foi em 2015.

Para Brian Pearce, economista-chefe da Iata, as empresas aéreas reconheceram a necessidade de gerar mais retorno aos investidores, com medidas para usar as aeronaves com mais frequência e maiores índices de ocupação para aumentar a lucratividade.

“Não se trata mais de participação de mercado, mas de como usamos nossos assentos e entregamos um bom retorno sobre o capital investido. É algo que ficará com a indústria e deve impulsionar o desempenho financeiro do setor”, explicou Pearce.

(Reuters)

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