O impacto prolongado da pandemia de covid-19 ainda gera reflexos no setor hoteleiro brasileiro. Nos últimos anos, diversos hotéis encerraram definitivamente suas atividades ou passaram por mudanças de bandeira, sobretudo empreendimentos de médio e alto padrão que não conseguiram retomar a operação.
REDAÇÃO DO DIÁRIO
Quando um hotel fecha as portas, todo o conteúdo dos quartos precisa ser retirado. Diferentemente de uma residência, a hotelaria trabalha com enxovais, mobiliário e equipamentos totalmente padronizados, vinculados à identidade e à operação daquele empreendimento.
Por esse motivo, itens como lençóis, toalhas, travesseiros, televisores, frigobares, secadores de cabelo, cofres e objetos decorativos não podem ser reaproveitados em uma nova operação nem permanecer armazenados por longos períodos, sob risco de perda de valor.
Antes do repasse, todo o material passa por um processo de separação e vistoria. Os itens são organizados conforme o padrão do quarto ao qual pertenciam e disponibilizados em conjuntos completos, preservando a lógica original da hospedagem.
Como funciona o repasse
Para evitar custos elevados de armazenagem e prejuízos financeiros, os hotéis transferem esse acervo para empresas especializadas. Essas companhias estruturam o repasse por categoria de quarto e liberam o acesso ao público interessado.
Os compradores podem escolher entre diferentes padrões de acomodação, que normalmente incluem enxovais profissionais de cama e banho, TVs, frigobares, equipamentos de mídia como Chromecast, secadores de cabelo, cofres eletrônicos e peças decorativas. Por se tratarem de itens de hotelaria, muitos deles de alto padrão, os valores costumam ficar bem abaixo dos preços praticados no varejo tradicional.
Como participar
O acesso ao repasse dos quartos ocorre por meio do site oficial da operação, disponível no link indicado pela organização responsável. A iniciativa permanece ativa até que a última remessa de quartos seja destinada, já que os hotéis encerraram definitivamente suas atividades e não há reposição dos itens.
Leia também:
SITA: futuro das viagens está na biometria e nas identidades digitais




