Memorial Irmã Dulce, em Salvador, se prepara para a Canonização da primeira santa brasileira

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Os brasileiros começaram a pedir a santificação de Irmã Dulce e, no ano de 2000, o processo foi aberto. Mas apenas em 2010 o Papa Bento XVI reconheceu o primeiro milagre de Irmã Dulce

Por Paulo Atzingen (de Salvador)*

Dentre as inúmeras atividades do 39º Congresso Nacional de Guias de Turismo realizado em Salvador entre 22 a 26 de maio, uma que se destacou foi a visita ao Memorial Irmã Dulce, no Bairro do Bomfim, na capital baiana. O anúncio da canonização da freira será feito pelo Papa Francisco dia 1º de julho no Vaticano e não só a Bahia, mas todo o Brasil aguarda com grande expectativa essa confirmação. Irmã Dulce passará a ser a primeira santa brasileira, já que nasceu no Brasil, em Salvador.

Na semana em que foi publicado o decreto com o reconhecimento pelo Papa do segundo milagre atribuído à Irmã Dulce, o memorial contabilizou um crescimento de 212% no número de visitantes em relação à semana anterior, somando mais de 1,2 mil pessoas (comparação da semana de 14 a 20 de maio com a semana de 7 a 13 de maio). “Os pedidos de entrevista, visitas e reportagens aumentaram significativamente depois do anúncio. Estamos todos nos preparando para essa canonização”, informa a jornalista Adriana Patrocínio, da instituição Obras Sociais Irmã Dulce (OSID).

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Memorial integra-se ao hospital, escola, capela e santuário, formando as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) (Crédito: DT)

Visita

Na visita ao memorial, o DIÁRIO DO TURISMO teve acompanhamento do guia-monitor Hilton Silva Passos, que apresentou uma retrospectiva da vida de irmã Dulce.  O primeiro milagre da freirinha foi reconhecido em 2010 pelo Papa Bento XVI e o segundo, agora em maio, pelo Papa Francisco. De acordo com as regras do Vaticano são necessários dois milagres para a santificação. Acompanhe abaixo os detalhes da visita, traduzidos pelo guia Hilton Passos:

No memorial fomos recebidos pelo guia monitor Hilton Silva Passos

Primeiro Milagre

“Os brasileiros começaram a pedir a santificação de Irmã Dulce e, no ano de 2000, o processo foi aberto. Mas apenas no ano de 2010 o Papa Bento XVI reconheceu o primeiro milagre de Irmã Dulce.

O primeiro milagre foi atribuído à uma sergipana que após ter dado à luz ao seu segundo filho, teve uma hemorragia muito forte e os médicos não conseguiam estancar o sangramento. Foi com a ajuda do Padre Almir, um amigo da família, que após pedir a intercessão de Irmã Dulce colocou um hábito usado pela freira sobre o leito da enferma. No dia seguinte a hemorragia havia cessado. Esse foi o primeiro milagre que o Papa Bento XVI reconheceu.

Cadeira usada por Irmã Dulce onde ela dormia pagando uma promessa

Segundo Milagre

O segundo milagre foi de um homem com uns 50 anos de idade que a quatorze anos estava cego. Após pedir a intercessão de Irmã Dulce o mesmo voltou a enxergar. Não se sabe de onde ele é, apenas que viveu um período de tempo em Salvador; não sabemos se ele é de São Paulo, Rio de Janeiro ou Rio Grande do Sul. Esse foi o segundo milagre que o Papa Francisco teve conhecimento e autorizou a canonização.

Maior Milagre

“O maior milagre de Irmã Dulce é esta instituição Obras Sociais Irmã Dulce (OSID). Faz 27 anos que a mesma faleceu, exatamente no dia 13 de março de 1992 com 77 anos. Quem administra a organização é sua sobrinha, Maria Rita, que veio para o Memorial no mesmo ano (1992) para continuar a missão de Irmã Dulce. Além do hospital outra grande obra de Irmã Dulce é uma escola pública que antes fora um orfanato e que foi transformado na escola após o seu falecimento.

Peças e relíquias deixadas por Irmã Dulce

Quarto simples

Irmã Dulce faleceu em seu quarto em uma sexta-feira; uma das relíquias mais importantes do Memorial é a roupa que ela foi enterrada em 1992; esse hábito era o original; o último que ela usou; em 2010 o túmulo foi aberto e de lá foi retirado o hábito em perfeito estado. Ela dormia sentada em uma cadeira por causa de uma promessa e por causa de problemas respiratórios; dormia mais na cadeira do que na própria cama, foi nesse quarto que ela recebeu a visita do Papa João Paulo 2º.

Cerimônia

No dia 1 de julho o Papa Francisco vai marcar a cerimônia lá no Vaticano (Roma) não só para a Irmã Dulce, mas para outros quatro Santos e vai dizer o dia da cerimônia em Salvador. Uma data muito importante é o dia 13 de agosto, pois nesse dia foi escolhido pela Igreja Católica para ser o dia oficial de Irmã Dulce, e também o dia em que ela deixou de se chamar Maria Rita (seu nome de batismo) para ser chamada de Irmã Dulce.

O quarto simples de irmã dulce, onde o Papa João Paulo a visitou, já adoentada

Pais Melhor

A religiosa tinha como uma de suas paixões a música; ela tocava o Acordeon e também tocava Órgão, e era fã de carteirinha do cantor Roberto Carlos. Outra de suas paixões era o futebol, ela torcia para o Esporte Clube Ipiranga, o mesmo time de Jorge Amado. Irmã Dulce tinha duas coisas com a quais se preocupava: com a saúde e com a educação. Ela costumava dizer que se as duas coisas andassem juntas a gente poderia construir um país melhor.

www.irmadulce.org.br

 

 

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