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Na terra de Gaudi e Miró – por Paulo Atzingen

Na tierra de Gaudi e Miró
os museus são atração turística
não só para o visitante que busca algo
que o arranque do lugar comum e o leve a qualquer parte
mas ao próprio habitante em sua refeição diária de arte.

No museo Thyssen
próximo ao Banco de Espanha
Vi quadros renascentistas de apelo religioso próprios nos séculos quinhentos
em que a inspiração do artista
era praticamente chupada
do Novo e do Velho Testamentos
tempo que a igreja era propriedade
direta do estado e aquela dependia
quase sempre de obras
de Jesus nos braços de Maria.

Já os surrealistas como Gaudi e Miró
conversam mais com a gente
trazem à realidade
causas atuais, mas antigas, de dar dó.

Há espaços para artistas novos
que acabam de quebrar do ovo a casca
querem alçar voo e integrar-se ao
mundo dos mestres catalães,
madrilenhos e da escola basca.

Há um ar disruptivo na capital do país

Como um feriado nacional em que se comemora a data de alguma alegria
bares e restaurantes repletos de gente
bebendo, comendo, vivendo
em um ambiente seguro, alegre
sob o regime (simbólico) da monarquia.

Meu amigo de outrora me diz
que há garantias constitucionais no país
educação e saúde são gêneros
de primeira necessidade
oferecidos pela Espanha
lsso é causa pétrea aqui
sem conchavos
nem barganha.

Sobra tempo para se viver a vida em Madrid.

E claro que a força do euro
prevalece nas relações econômicas
e tudo aqui é multiplicado por cinco.
Há linhas de metrô espalhadas
pra todos os rumos e quadrantes.

E um sistema urbano pensado para absorver
o boom demográfico até certo limite.
Parece que estamos na tampa.
Mas nada comparado à sampa.

Cartazes vendem a ideia de que acolhem minorias.
Mas poucos pretos, índios e asiáticos eu vi.

É dramática a vida do imigrante
e não é diferente aqui.
na terra de Cervantes.

No Parque de El Retiro uma obra de arte
se ergue e inspira outras no Brasil
por sua arquitetura original
Falo do Palácio de Cristal.

Pena que os quadros dos artistas
as esculturas das praças
oferecidos ao papa
e vendidos ao nobre
não tiveram a força revolucionária dos
surrealistas ou
das obras de Van Gogh.

Madrid, 6 de novembro de 2022.

DIÁRIO 20 ANOS – Poema publicado originalmente dia 7 de novembro de 2022

*O jornalista Paulo Atzingen viaja com a Affinity Seguro Viagem

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