Depois de mais dois meses de confinamento e exatos 100 dias do primeiro caso confirmado de covid-19, a cidade de Nova York, a mais atingida pela pandemia nos Estados Unidos, começa a reabrir sua economia nesta segunda-feira.
O desafio vem acompanhado do medo de uma possível segunda onda de casos, o que coloca Nova York no centro das atenções. Monitorado de perto por autoridades de saúde e economistas, o processo será um teste não só para os nova-iorquinos, mas também para outras cidades americanas que tentam se recuperar da crise causada pela pandemia.
O plano de retomada das atividades foi dividido em fases. Primeiro, Nova York permitirá que construção, agricultura, manufatura e comércio atacadista retomem suas operações. O varejo poderá oferecer aos clientes que retirem as compras feitas virtualmente ou por outros canais não presenciais nas respectivas lojas.
Se os critérios estabelecidos forem cumpridos, a cidade avança para a segunda fase de reabertura em duas semanas. Nesta etapa, restaurantes poderão receber clientes em áreas ao ar livre. Salões de beleza e o varejo reabrirão com 50% da capacidade.
Os empresários estão ansiosos pela reabertura, mas também se preocupam com a segurança de funcionários e clientes. Lojistas, por exemplo, estão pensando sobre como higienizar os produtos após eles serem tocados pelos consumidores.
Muitas lojas de roupas cogitam trocar peças experimentadas e deixá-las fora das vitrines por mais de 24 horas, o que exigirá um estoque maior, segundo Matt Bauer, presidente da Madison Avenue Business Improvement District. “Será a primeira experiência que as pessoas terão nesse novo ambiente. Se não for bom, elas podem não voltar”, afirmou Bauer.
Desde o início da pandemia, mais de 205 mil moradores de Nova York foram infectados pela covid-19. Quase 22 mil deles morreram. (Dow Jones Newswires – Valor)