Os dias melhores chegaram! – por Alexandre Sampaio*

Neste mês de maio, temos o Dia Nacional do Turismo, e, finalmente, posso dizer que estamos de fato comemorando a data. Pela primeira vez, em dois anos, temos motivos para celebrar. Ao longo desse período de pandemia, venho falando sobre resiliência, sobre acreditar num novo amanhã e este amanhã chegou.

Hoje, não quero falar sobre as dores e os desafios que enfrentamos neste período. Minha intenção é trazer-lhes a boa nova, o incentivo para juntos seguirmos rumo ao novo horizonte. Recentemente, dados da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (ABRACORP) mostraram que o setor de turismo alcançou um faturamento total de R$ 869 milhões no último mês de março, número apenas 2% inferior ao registrado no mesmo mês de 2019 (R$ 890 milhões).

Esses dados evidenciam o quanto todo o trade turístico foi resiliente e se manteve firme mesmo diante de tantas adversidades para que, em breve, pudéssemos retomar as perspectivas de recuperação. As boas notícias do turismo não param por aí. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice de Atividades Turísticas no país acumula um aumento de 29% no primeiro bimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2021. Os destaques são os setores de transporte aéreo de passageiros, hotéis, locação de automóveis, restaurantes e transporte rodoviário coletivo de passageiros.

No último domingo (8), também comemoramos o Dia das Mães. E a movimentação nos setores de bares e restaurantes foi de 40% de aumento em todo o país, se comparada ao ano passado, voltando então aos níveis pré-pandemia. Este resultado é atribuído à força que o setor teve para se reinventar e a fatores como o fim de restrições devido à Covid-19, a partir do avanço da vacinação, importante papel do governo federal, que também merece aplausos.

O setor de turismo também é responsável por gerar 150 mil empregos em fevereiro. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), metade de todas as vagas são com carteira assinada. O turismo doméstico começou a compensar as perdas na pandemia – uma conta negativa de R$ 485 bilhões, de acordo com a CNC.

Fato é que os números já se assemelham aos níveis pré-pandemia. E, com a saudade que todos os brasileiros estão de viajar, passear com a família e experienciar novos momentos, com certeza avançaremos ainda mais nesses números. O meu compromisso é com o Brasil, com todo o setor turístico e de alimentação. Nós não soltamos nossas mãos nas horas de perdas, quedas e lutas e, agora, no recomeço, nos manteremos de mãos dadas, firmes e fortes.

Dias melhores chegaram e o sol brilhou no fim da tempestade. Afinal, não é à toa que o turismo é consolidado como um dos principais setores econômicos brasileiros. Nós somos gigantes e, assim como em qualquer outra adversidade, saímos mais fortalecidos ainda. Vamos celebrar!


*Presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA).

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