Rio Hotel By Bourbon lançado: desafios à física e à economia

Continua depois da publicidade

Por Paulo Atzingen

Estamos pensando em um consumidor que não se importa se o recepcionista tem gravata, mas sim que o check-in seja rápido, que não se importa que o apartamento seja pequeno, mas que não seja claustrofóbico.  Pensamos em um consumidor e numa tendência de quarto de hotel que não envelheça nos próximos 20 anos”, com essa enumeração de quem respira hotelaria dia e noite, o vice-presidente de Estratégia e Relações com Investidores, Francisco Calvo sintetizou o nicho do novo negócio da rede Bourbon de Hotéis: o Rio Hotel By Bourbon, nova marca da rede apresentada nesta quarta-feira (14) em um dos resorts do grupo, em Atibaia, no interior de São Paulo.

Enquadrado na categoria midscale com serviços reduzidos, este novo segmento hoteleiro da rede Bourbon quer, segundo o próprio Calvo, oferecer funcionalidade, agilidade e não “materiais de decoração, lustres, madeira nas paredes e tapetes persas pelo chão”. “Entendo que estamos cada vez mais atendendo o hóspede que tem a cara de consumidor do século XXI”, afirmou ao DIÁRIO, em entrevista.

Veja também as mais lidas do DT

A circulação, o conceito de espacialidade, foi muito desenvolvido por nossos arquitetos. Há espaço para circular uma ou duas pessoas de forma cômoda", afirma Albertino
A circulação, o conceito de espacialidade, foi muito desenvolvido por nossos arquitetos. Há espaço para circular uma ou duas pessoas de forma cômoda”, afirma Albertino

Acessibilidade e espaço

Mais do que palavras, um protótipo do apartamento foi apresentado pelos representantes do grupo hoteleiro. “O que nós privilegiamos é a acessibilidade. O banheiro, por exemplo, é o maior da categoria. O box tem um metro de largura por 1,40 de comprimento. Trata-se de um conceito de conforto e praticidade”, apresentou Ronaldo Albertino, diretor de desenvolvimento  do grupo para a América Latina.

"O que nós privilegiamos é a acessibilidade. O banheiro, por exemplo, é o maior da categoria", afirmou o executivo
“O que nós privilegiamos é a acessibilidade. O banheiro, por exemplo, é o maior da categoria”, afirmou o executivo

A circulação, o conceito de espacialidade, foi muito desenvolvido por nossos arquitetos e engenheiros. Há espaço para circular uma ou duas pessoas sem  incômodo. Apesar de ser pequeno, o eixo de uma parede à outra é de 3.30m”, enumera o diretor. Para o arquiteto Paulo Lúcio de Brito, um dos profissionais que assina o projeto, o uso do espaço, a utilização de materiais e a lógica dos ambientes de hotéis devem obedecer um principio: “a simplicidade”, diz ele. Os apartamentos, que terão uma média de 23 metros quadrados, praticamente desafiam a física, pois dão a impressão que são maiores por sua funcionalidade.

Substantivo e verbo

Segundo Calvo, o próprio nome Rio tem três possíveis dimensões, além daquela, alusiva à cidade do Rio de Janeiro: “O termo Rio tem três expressões. Primeiro a questão do Rio de Janeiro como a cidade mais conhecida internacionalmente do nosso país, alegre, festiva, colorida; depois o sentido de águas, os rios, que temos em todas as cidades do Brasil, difícil pensarmos em uma cidade que não tenha um rio importante e que faça parte da história dela; e, por último, o verbo “rio”, conjugação da primeira pessoa do singular do verbo rir, que manifesta satisfação. São três nomes que se complementam”, enumerou, com bom humor, o executivo.

"A marca e o conceito tiveram um planejamento anterior e o cenário econômico é uma fotografia momentânea do que nós vivemos", afirmou Ronaldo (Foto: DT)
“A marca e o conceito tiveram um planejamento anterior e o cenário econômico é uma fotografia momentânea do que nós vivemos”, afirmou Ronaldo (Foto: DT)

Economia, recessão e retorno

“ Temos uma área de oportunidade enorme em investimentos patrimonialistas, e empreendedores que estão aproveitando o período e ecoando aquela máxima econômica que diz: ‘compre na baixa e venda na alta”, desta forma, Ronaldo Albertino defendeu o momento e a forma estudada de lançamento da marca.

“A marca está sendo lançada agora, mas foi construída antes, teve um planejamento anterior e o cenário econômico é uma fotografia momentânea do que nós vivemos. Se pegarmos o filme completo do nosso projeto de desenvolvimento, ele contempla projeto de 20 anos. Hotelaria é um investimento de longo prazo”, ensinou.  Do conceito da marca ao lançamento realizado hoje, demandaram cinco anos de trabalho.

Albertino reconhece que vivemos um momento de incertezas no mercado de ações imobiliárias, mas trata-se de fluxos descontínuos: “O que eu quero dizer é que há, sim, um processo de recessão, uma limitação econômica que pressiona os agentes imobiliários na tomada de decisões, mas, em contrapartida, temos uma área de oportunidade enorme à nossa frente”.

Equipe Bourbon: Ronaldo Albertino (diretor de Desenvolvimento) , Adriana Cardoso (diretora de Marketing), José Ozanir (diretor de Operações), Francisco Calvo (VP de Estratégia e RI), Karin Freitas (gestora de Implantação) e Paulo Lúcio de Brito (um dos arquitetos que assina o projeto)
Equipe Bourbon: Ronaldo Albertino (diretor de Desenvolvimento) , Adriana Cardoso (diretora de Marketing), José Ozanir (vice-presidente de operações e gerente geral do Bourbon Atibaia), Francisco Calvo (VP de Estratégia e RI), Karin Freitas (gestora de Implantação) e Paulo Lúcio de Brito (um dos arquitetos que assina o projeto)

Expansão

Até o momento são 11 unidades hoteleiras já confirmadas que entrarão em operação: Campinas (SP), Botucatu (SP), Limeira (SP), Campos dos Goytacazes (RJ), Macaé (RJ) Recife (PE), Maceió (AL), Ponta Grossa (PR), Curitiba (PR), Foz do Iguaçu (PR) e Ciudad del Este (Paraguai).

Publicidade

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Recentes

Publicidade

Mais do DT

Publicidade