Visit Iguassu reforça a carta aberta da associação de Conventions Bureaux da América Latina e do Caribe

O Visit Iguassu faz parte da Associação de Conventions Bureaux da América Latina e do Caribe, através da Unedestinos e, esta semana, reforça o coro das entidades a pedir apoio mais efetivo ao setor de eventos, um dos mais afetados com a pandemia de COVID-19.

EDIÇÃO DO DIÁRIO

Em carta aberta às entidades, a Associação pede, entre outras coisas, a suspensão de tributos e taxas, apoio com financiamentos e até auxílio financeiro. O comunicado foi encaminhado a todas as organizações latino-americanas de marketing de destino que fazem parte do setor de turismo de reuniões e eventos, para que as mesmas direcionem aos seus respectivos governantes.

Atualmente, a associação conta com 171 organizações, e em seu documento aponta para o momento de manutenção e cuidado com as pessoas, mas alerta a saúde financeira do setor e os cuidados para uma retomada. “Depois de sair dessa situação de Emergência de Saúde, a Emergência Econômica deve ser declarada e, no nosso caso, nos referimos à representação das mais de 15.000 (quinze mil empresas) associadas por meio de nossos Escritórios Membros, que estão passando por uma grande crise econômica por conta do Coronavírus (COVID-19), que paralisou globalmente o setor de turismo e eventos, antecipando também uma crise social global”, descreve o documento.

A carta aberta, cita a Organização Mundial de Turismo (OMT/UNWTO) sobre a avaliação do impacto do COVID-19 no turismo internacional, apontando que o “impacto do surto de COVID- 19 será, sem dúvida, sentido em toda a cadeia de valor do turismo. Espera-se que as pequenas e médias empresas sejam particularmente afetadas”. Com isso, o documento reforça os pedidos através do comunicado do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), que expressou sua preocupação em exigir uma ação imediata dos governos para:

  1. Conceder ajuda financeira para proteger a renda de milhões de trabalhadores do setor que enfrentam sérias dificuldades econômicas;
  2. Conceder empréstimos ilimitados e sem juros a empresas globais de viagens e turismo, bem como a milhões de pequenas e médias empresas para impedir que entrem em colapso;
  3. Eliminar todos os impostos e taxas governamentais para a indústria do turismo com efeito imediato por pelo menos os próximos 12 meses; Além de fazer pedidos específicos e mais direcionados. “Por esse motivo, e tendo em vista que o turismo e os eventos geram desenvolvimento econômico, educacional e social, apelamos aos governos da América Latina e do Caribe que apoiem os diferentes setores que compõem a cadeia de valor do setor de turismo e eventos”.
  4. Diferimento e postergação de obrigações fiscais, impositivas e tributárias em cada um dos países;
  5. Ações de financiamento sustentável para CVBs e organizações de destino: solicitamos a ação dos governos para gerar legislação que permita que CVBs e organizações de marketing, gestão e desenvolvimento de destino latino-americanos tenham recursos genuínos por meio de “Contribuições Voluntárias” ou “Contribuições Obrigatórias/Compulsórias”, conforme a definição de cada país, aplicável aos visitantes, para financiar as ações de recuperação do setor para os destinos na região;
  6. Situação de emprego: os empreendedores que representamos podem ser empresas com mais de 100 funcionários, porém, a grande maioria são empresas familiares, micro, pequenas e médias empresas. Atualmente, a paralisação da atividade econômica turística significa que não há solvência necessária para manter o pagamento dos salários por vários meses sem rentabilidade. A única alternativa atual, de aprovar ou antecipar férias, corresponde à suspensão de contratos, o que permitirá que o atual contrato de trabalho seja mantido com o pagamento dos respectivos benefícios sociais. Por que não pensar, então, em um subsídio semelhante ao seguro desemprego, que permita a esses trabalhadores, cujo contrato está/será suspenso, manter um mínimo vital enquanto o mercado se recupera e possam retornar ao trabalho?
  7. Adiamento do pagamento de créditos bancários: Solicitamos sinceramente que, por ordem dos Governos, os bancos congelem a exigência de pagamento de créditos e juros por pelo menos seis meses, após o qual os pagamentos serão retomados sem que isso implique refinanciamento ou cobrança de juros, e igualmente sem que a inadimplência ou suspensão de pagamentos implique em relatos às agências de crédito e risco.
  8. Gerenciamento de créditos de companhias aéreas internacionais: Solicitamos que os governos busquem formas de vincular entidades financeiras multilaterais, como o Banco Mundial ou outras de tamanho semelhante ao processo, para que possam conceder créditos às companhias aéreas com o apoio dos governos. É claro que um processo de falência na bandeira das companhias aéreas será refletido em um país isolado, com uma indústria do turismo que não poderá gerar uma reativação, e isso deve ser fortemente evitado.
  9. Créditos e subsídios para empresas do setor de reuniões devido a operações fechadas: empresas do setor de turismo e eventos que enfrentam a pandemia COVID-19 foram forçadas a fechar completamente suas instalações, o que exige dar continuidade à pagamentos de compromissos, funcionários, crédito nacionais e internacionais, todos relacionados à operação e funcionamento dos mesmos, entre muitas outras atividades que devem continuar apesar da emergência do COVID-19. Solicitamos aos Ministérios das Finanças, Economia, Turismo, Trabalho e/ou Produção dos diferentes países da América Latina e do Caribe, que determinem o mais rápido possível os procedimentos e regulamentos para que cada uma de nossas empresas possa receber esses benefícios, para que alcancem efetivamente as empresas legalmente registradas e habilitadas do turismo e eventos.
  10. Congelamento de arrendamentos e/ou aluguéis: a maioria de nossos associados paga arrendamentos/alugueis comerciais e, tendo em vista a quarentena obrigatória ditada e ordenada por todos os governos, as atividades de bares e restaurantes possuem produtividade zero, o que os deixa em uma situação de incapacidade de pagamento – não quer dizer que estes empresários não queiram, mas que realmente não podem fazê-lo. O documento finaliza afirmando que a entidade está confiante de que a importância do setor como desenvolvedor e promotor das economias regionais, será levada em consideração e que propostas serão analisadas para fornecer uma resposta imediata.
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