Waleska Schumacher, cônsul honorária de Curaçao, relata apoio diplomático aos turistas brasileiros

O COVID-19 tem feito seus estragos também nos países caribenhos. Embora possuam cidades menos populosas e com diminuta força de proliferação do coronavírus, as autoridades das ilhas têm auxiliado tanto seus ilhéus como os turistas.

REDAÇÃO DO DIÁRIO com transcrição de André Tanabe e texto de Paulo Atzingen


Curaçao, por exemplo, pequeno país de colonização holandesa, está com as fronteiras fechadas para evitar a invasão do coronavírus na ilha. Informações apontam que existem na ilha 6 casos de coronavírus, destes três são positivos.

“Desde 15 de março, o Governo de Curaçao fechou seu espaço aéreo e passou a aceitar somente voos de resgate de expatriados e isso ajudou muito a controlar a contaminação. Nesse momento (quinta-feira 26 de março) temos nove turistas brasileiros em Curaçao e três brasileiros em Bonaire”, relata Waleska Schumacher, brasileira e cônsul honorária para as ilhas holandesas de Curaçao, São Martinho, Saba, Santo Eustáquio e Bonaire.

Waleska relata ao DIÁRIO por whatsapp que começou a receber os primeiros relatos de turistas brasileiros que não estavam conseguindo retornar ao Brasil e resolveu agir. “No inicio tínhamos 144 brasileiros na ilha, que foram voltando normalmente, pois seus voos não foram cancelados. Depois, tivemos  um grupo inicial de 17 pessoas, as quais nós fomos primeiramente coletando informação de todos, como passaporte, data de partida, as companhias aéreas que estavam voando, número de reserva. Com essas pessoas organizamos um grupo no WhatsApp e entramos em contato imediatamente com as aéreas, com o governo de Curaçao, com a Câmara de Turismo e com a embaixada, para que todos pudessem retornar ao Brasil”, conta Waleska.

O trabalho não parou aí. Relata a cônsul que a um segundo grupo, agora de doze brasileiros, tem dado suporte diplomático.

“Temos vários brasileiros espalhados nas ilhas. Um estava na plataforma petrolífera aqui em Curaçao, trabalhando, outros três brasileiros estão em Bonaire. Voltamos a organizar, criamos o grupo no WhatsApp, reunimos os dados de todos, cópia de passaporte, informações de voos, iniciamos imediatamente as tratativas com as companhias aéreas”, relata.

Waleska, segunda à esquerda, recebe Marinha do Brasil

Comunidade 

Ela lembra que existe na ilha uma comunidade brasileira e que está sendo muito importante no apoio dos brasileiros. Todos já começaram a oferecer possibilidades de hospedagem a menor preço, também outros hotéis aqui na região para que não fosse tão pesado, porque  nem todos tem orçamento para ficar aqui em um período que ainda não sabemos determinar”, falou.

Waleska acrescenta que a Câmara de Turismo e o governo de Curaçao estão atuando de uma forma exemplar. “Estão dando o maior apoio, principalmente para os casos que são realmente casos emergenciais, onde as pessoas não possuem recursos”, conta.

“Através da embaixada informamos ao grupo as informações do gabinete de crise que está montado no Itamaraty. Estamos gerenciando e solicitando o envio de um avião de resgate da FAB na maior brevidade possível e esperamos que isso aconteça para que todos esses brasileiros possam retornar, inclusive muitos deles são médicos que querem estar no Brasil para apoiar a crise que está acontecendo aí”, resume.

Waleska termina reafirmando a participação efetiva do Curaçao Tourist Board em apoiar os brasileiros e outros estrangeiros, empresas e hotéis locais com a oferta de serviços com preços simbólicos, além do apoio incondicional do embaixador do Brasil em Trinidad e Tobago, José Antonio Gomes Piras e sua equipe.

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