Os baianos Dodô e Osmar Osmar criaram o Trio Elétrico. Decidiram sair pelas ruas de Salvador, Bahia, em cima de um Fobica
Redação do DIÁRIO com agências
O carnaval também tem muitas histórias interessantes para serem contadas. Uma delas é a do Fobica, apelido do Ford Modelo A 1929 na década de cinquenta. Nessa época, os baianos Adolfo Antônio Nascimento (Dodô) e Osmar Álvares de Macêdo (Osmar) decidiram sair pelas ruas de Salvador, Bahia, em cima de um Fobica tocando os “paus elétricos”, a versão bem brasileira das guitarras elétricas.

A ideia surgiu depois que eles assistiram ao desfile da “Vassourinha”, a entidade carnavalesca de Pernambuco em ritmo de frevo, que os deixou maravilhados com a empolgação do público. Dodô e Osmar tocando com alto-falantes que ampliavam o som e sendo seguidos por uma multidão pelas ruas. A criatividade dos dois foliões baianos deu origem ao nome “trio elétrico”, que se tornou uma tradição em festas populares. Sem essa carreta sonorizada, o Carnaval baiano definitivamente não seria o mesmo.

O Trio Elétrico
Atualmente, o trio elétrico é um caminhão carregado de aparelhos de som, que chega a pesar 35 toneladas, em média. Tem, na parte de cima, uma estrutura para shows musicais ao vivo, e funciona de cinco a sete horas em cada circuito do carnaval. A potência do motor varia de 300 a 440 cavalos de força e o nível máximo de emissão sonora permitido para cada trio e carro de som é de 110 decibéis, medidos a cinco metros de distância da lateral e à altura de 1,5 metro do solo.