sábado, abril 5, 2025
HomeEconomia do turismoMostra Memórias da Independência inaugura no Museu do Ipiranga

Mostra Memórias da Independência inaugura no Museu do Ipiranga

Exposição de curta duração museu do ipiranga reúne cerca de 130 itens relacionados à memória do processo de ruptura política entre Brasil e Portugal, ressaltando as celebrações
de diversos eventos que contribuíram com a emancipação política do país
e mostrando como a Independência do Brasil foi comemorada e lembrada ao longo de dois séculos

Além de obras do acervo do Museu Paulista, a exposição contou com
empréstimo de peças de 12 importantes instituições culturais e de coleções particulares do país

No dia 25 de janeiro, o Museu do Ipiranga inaugura a exposição temporária
Memórias da Independência, primeira a ocupar sua nova sala expositiva
dedicada a exposições de curta duração. A mostra discute o protagonismo do
grito do Ipiranga como marco absoluto da Independência e relembra diversos
episódios, em vários pontos do território nacional, que contribuíram com a
ruptura definitiva do Brasil com Portugal. Com cerca de 900m², a nova sala
expositiva é climatizada, permitindo o empréstimo de obras de outros acervos.
Memórias da Independência fica em cartaz até o dia 26 de março e a entrada é
gratuita e livre, sem a necessidade de ingressos. Serão distribuídas senhas no
local aos interessados.

museu do ipiranga
Aclamação de Dom Pedro I Imperador do Brasil: no Campo de Santana, no Rio de Janeiro – Parte da obra Viagem pitoresca e histórica ao Brasil – Jean-Baptiste Debret – Paris, França, 1839 – Impresso – Acervo da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin-USP, São Paulo/SP

A curadoria é de Paulo César Martins, Maria Aparecida de Menezes Borrego e
Jorge Pimentel Cintra, todos pertencentes ao quadro docente do museu, e a
curadoria adjunta é de Márcia Eckert Miranda, Carlos Lima Junior e Michelli
Cristine Scapol Monteiro. A mostra é dividida em dois eixos temáticos. O
principal deles revê os marcos comemorativos da Independência brasileira,
desde aqueles produzidos já na década de 1820 até o seu bicentenário. A mostra

se vale de esculturas, pinturas, fotografias, estudos arquitetônicos e pictóricos,
objetos decorativos, selos, desenhos, cartões-postais, discos, cartazes de filmes
e charges para ilustrar o imaginário acerca desta efeméride no Brasil,
evidenciando as disputas entre São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador pelo
protagonismo destas narrativas.

Inicialmente, são apresentados os primeiros esforços de manutenção da
memória do Ipiranga como lugar do grito que instaurou a Independência. Esses
esforços se manifestavam em imagens produzidas por artistas que
representaram a colina do Ipiranga como local do grito. Já o papel do Rio de
Janeiro como sede política do Império e da nova monarquia independente foi
representado em pinturas, gravuras e através do Monumento a D. Pedro I,
primeiro grande monumento escultórico do Brasil.

A seguir, observam-se as iniciativas de comemoração desencadeadas a partir de
1872, o cinquentenário, e as comemorações de 1922, quando ocorreu a
Exposição Nacional do Centenário da Independência – uma grande feira
internacional realizada com o intuito de associar a efeméride ao reconhecimento
das maiores potências estrangeiras da época. Também são abordadas as
iniciativas do governo paulista em priorizar o Ipiranga e o estado de São Paulo
como epicentro do centenário: há um concurso internacional para a construção
do novo Monumento à Independência, novas exposições foram planejadas para
o Museu do Ipiranga, além da criação de monumentos no caminho percorrido
por D. Pedro I, entre Santos e São Paulo.

Estudo para Os Mártires – Antônio Parreiras., cerca de 1927. – Óleo sobre tela. – Acervo Museu Antônio Parreiras, -Niterói.

No sesquicentenário de 1972, o regime militar se empenhou por tornar a festa
cívica um ato de celebração nacional da própria ditadura. Por fim, em 2022, a
reinauguração do Museu do Ipiranga, que estava fechado ao público desde 2013,
é o marco do bicentenário.

No segundo eixo temático, a exposição aborda as memórias relativas às “outras
independências”, movimentos de separação que foram realizados no território do
império brasileiro, como a Revolução Pernambucana de 1817, a Confederação do
Equador de 1824 (com seu foco também em Pernambuco) e a Revolução

Farroupilha, que durou de 1835 a 1845 (em território gaúcho), e suas
celebrações ao longo dos séculos 19 e 20.


EDIÇíO DO DIÁRIO com agências

Compartilhe essa matéria com quem você gosta!

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Enriqueça o Diário com o seu comentário!

Participe e leia opiniões de outros leitores.
Ao final de cada matéria, em comentários.

Matérias em destaque