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ABAV forte e etnoturismo em alta: confira entrevista com presidente da associação de Roraima

Sócia-diretora da operadora Roraima Adventures e à frente da Associação Brasileira de Agentes de Viagens de Roraima e em seu segundo mandato, Lena Souza Matos compartilha os avanços da associação no estado, que saltou de 14 para 44 agências associadas em sua gestão. Ela também defende a importância da criação de uma associação de guias de turismo (criada agora em junho), relata sua recente experiência em Macapá durante uma convenção nacional e destaca o crescimento do etnoturismo como eixo de valorização das culturas indígenas locais.

DIÁRIO – Lena, você é presidente da ABAV-RR. Como encontrou a associação e qual a situação atual?

Estou no meu segundo mandato e, quando assumi, a associação contava com apenas 14 empresas. Era logo após a pandemia, e o setor estava desmotivado. Decidi encarar o desafio. Hoje temos 44 associados, promovemos muito networking e participação em eventos como a Feira Nacional da ABAV. Levamos nossos associados a encontros em Manaus e outros estados, conectando-os com o mercado nacional. A ABAV hoje é um selo de credibilidade, que agrega valor às agências filiadas e transmite segurança aos clientes.

DIÁRIO – Qual sua visão sobre a criação da associação de guias de turismo?

Fundamental. O guia é quem entrega a experiência ao turista. A agência pode vender um excelente pacote, mas se o guia não for bom, a percepção da viagem muda. O guia bem preparado valoriza o destino, contextualiza a história, enriquece o passeio. É ele quem representa o turismo local na prática.

DIÁRIO – Como foi sua recente participação no encontro da ABAV no Amapá?

Foi enriquecedor. Estivemos com os presidentes de ABAVs de todo o Brasil. Conhecemos o potencial turístico do Amapá, que está sendo fortemente promovido pelo governador Clécio Luís. Além de divulgarmos Macapá, houve troca de experiências valiosa entre os estados.

ABAV-RR
Lene Matos é presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagens de Roraima (Crédito: Paulo Atzingen – DT)

DIÁRIO – Sua agência trabalha com etnoturismo. Como é essa atuação?

Trabalhamos com etnoturismo desde sempre. Em Roraima, temos povos como Yanomami, Macuxi e Wapichana. Criamos roteiros em parceria com as comunidades indígenas, que apresentam sua cultura, rituais, gastronomia e artesanato. São experiências profundas e respeitosas. Temos desde visitas rápidas até imersões longas, com toda a logística pensada para conforto e segurança.

DIÁRIO – Uma mensagem final para os agentes de viagem?

Nunca desistam. Persistam. O turismo é feito por nós, e cada um tem um papel essencial nessa construção.

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