(Edição do DT com agências)
Na tentativa de manter a ocupação dos hotéis, a movimentação dos atrativos turísticos e a venda de bilhetes aéreos, empresas do setor estão reinventando estratégias para comercializar seus produtos. Uma delas é o acesso ao crédito.
Por iniciativa do Ministério do Turismo, o viajante passou a ter uma linha especial na Caixa Econômica Federal, que, no ano passado, emprestou R$ 270,3 milhões, mais que o dobro do valor de 2010. O financiamento pode ser feito em até 48 meses e cobre despesas com meios de hospedagem, companhias aéreas, restaurantes, agências de viagens, locadoras de automóveis e parques temáticos.
“O Ministério do Turismo tem o papel de incentivar essas linhas de crédito para que mais brasileiros viajem pelo país e mais empresários invistam no turismo”, diz o coordenador geral de investimentos do Ministério do Turismo, Marcio Vantil.
Na mesma linha da Caixa, um crediário do Banco do Brasil parcela a compra de pacotes de viagem, passagens aéreas e hospedagem. No ano passado, foi concedido cerca de R$ 1,14 milhão em créditos a correntistas, um gasto médio alto, de cerca de R$ 3.400 por pessoa.
O número de viagens domésticas no Brasil passou de 186,1 milhões em 2010, para 206 milhões no ano passado, um crescimento de 10,75%. São cerca de 60 milhões de brasileiros consumindo viagens no país.