O governo da Argentina confirmou nesta sexta-feira (21) que o turismo e as viagens regionais sem motivos essenciais serão proibidos durante o “lockdown” de nove dias anunciado na noite de quinta-feira (20).
Valor Econômico
Em uma reunião com representantes da prefeitura e da província de Buenos Aires, hoje, o governo de Alberto Fernández estabeleceu um esquema de fiscalização para evitar que a população circule na região metropolitana da capital durante o período.
Mais tarde, representantes da Casa Rosada terão uma reunião com os governadores das demais províncias para discutir a fiscalização das principais estradas usadas pelos argentinos para circular pelo país.
Fernández afirmou, ontem, que a Argentina vive a “pior fase da pandemia” e determinou que apenas serviços essenciais poderão funcionar até 31 de maio. Mantendo a população em casa, o governo quer quebrar as cadeias de transmissão do vírus nos próximos nove dias.
Desta forma, os argentinos também não poderão viajar para longe de suas casas durante o período, que inclui um fim de semana prolongado por causa de um feriado na próxima terça-feira (25).
“Acertou-se adotar os esforços necessários para evitar a circulação interjurisdicional entre a cidade e a província [de Buenos Aires] a partir de hoje. O turismo está proibido, apesar dos feriados. Por isso, transmitimos às pessoas que elas devem ficar em casa e não devem viajar”, disse a ministra da Segurança, Sabina Frederic, ao final da reunião.
Fontes do governo disseram ao jornal “La Nación” que um forte esquema de fiscalização será montado nas principais estações de trem e estradas de Buenos Aires para impedir viagens para a Costa Atlântica, onde estão algumas das principais cidades turísticas do país, como Mar del Plata.
Futebol
Na esteira da determinação do lockdown pelo governo federal, a Associação do Futebol Argentino (AFA, na sigla em espanhol) anunciou nesta sexta-feira a suspensão dos torneios organizados pela entidade até o dia 30 de maio.
Partidas de torneios internacionais, como a Taça Libertadores e a Copa Sul-Americana, serão realizadas normalmente no país, de acordo com a decisão tomada pela AFA em coordenação com o governo de Fernández.
Apesar da sequência dos jogos internacionais, a suspensão dos torneios locais levanta novas dúvidas sobre a capacidade da Argentina de sediar a Copa América, marcada para começar no dia 13 de junho.
Ontem, a Colômbia, que organizaria o torneio junto com a Argentina, deixou de ser sede da competição por causa dos protestos contra o governo de Iván Duque que se arrastam há mais de três semanas.
Em uma última tentativa de manter o torneio no país, a Colômbia pediu para que a Conmebol adiasse a Copa América para novembro. No entanto, a entidade que comanda o futebol sul-americano recusou o pedido.