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Ciberataque: dicas para proteger o mercado atacadista distribuidor

*Por Leonardo Barros –

Sistemas de grandes empresas e de serviços públicos de diferentes países — incluindo o Brasil, enfrentaram recentemente, um mega ciberataque. Nas telas dos computadores, apareciam mensagens pedindo o pagamento em bitcoins (moedas virtuais) equivalentes a, no mínimo, US$ 3.000 para reativar o sistema. No Brasil, mais de 1,1 mil computadores foram infectados, sendo a grande maioria pequenas e médias empresas, além das suntuosas operações, como o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), a Petrobras, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Hospital Sírio Libanês.

A onda de ataques teve proporções mundiais e a capacidade dos hackers de infestar grandes companhias e órgãos governamentais com códigos maliciosos alarmou a preocupação de empresas de menor porte, que por vezes estão mais vulneráveis em relação à segurança da informação. O mercado atacado distribuidor e sua cadeia de fornecedores, leiam-se os supermercados, é um destes segmentos que precisam ficar atentos frente ao mundo hiperconectado.

Já parou para pensar o que o sequestro de dados pode causar em sua distribuidora, no seu centro atacadista ou no seu supermercado? Só como primeiro exemplo, um ciberataque tem chances de fazer paradas bruscas em toda a operação do estabelecimento, que podem comprometer o andamento dos negócios, além de gerar uma imagem ruim e de desorganização para o cliente final.

Um desses perigos que rondam a TI das empresas é o ransomware. Um tipo de software mal-intencionado, que restringe o acesso ao sistema infectado e cobra um valor de “resgate” para que o acesso possa ser reestabelecido. A técnica recebe tal denominação por ‘ransom’ significar resgate em inglês. O ataque é simples: é feito por meio de arquivos infectados, enviados por e-mails, que são baixados pelo usuário que não toma as devidas precauções de segurança. O vírus WannaCry (quero chorar, em tradução literal), que se alastrou por 153 países nos últimos dias e infectou 200 mil computadores, era um ransomware.

Sendo este um mal invisível e real no cenário corporativo mundial, a melhor saída para as empresas é terem seus dados na nuvem. Podemos destacar dois principais motivos para esta afirmação. Primeiro porque na nuvem a segurança de dados aumenta. Os provedores de cloud computing seguem padrões internacionais de segurança, como ISO, SSL, criptografia avançada, dentre outras metodologias. O segundo fator é o backup das informações. Em sistemas rodados na nuvem, o espelhamento de servidores e as normas de gestão de dados fazem a cópia de segurança em tempo real e permitem que, caso algum problema aconteça, cópias criptografadas das informações sejam recuperadas automaticamente, excluindo a necessidade de recorrer a arcaicos discos físicos ou servidores não conectados.

Na iminência de novos ciberataques em grande escala, como o já identificado Adylkuzz, um novo vírus que se utiliza das mesmas brechas do WannaCry, as empresas precisam ficar atentar para tomarem as devidas providências e evitarem que suas operações parem e ainda tenham prejuízo com o pagamento de resgates.

Leonardo Barros (Foto: divulgação)

 

*Leonardo Barros é diretor executivo da Reposit, provedora de soluções completas
em gerenciamento de dados, especializada no atacado distribuidor e varejo.

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