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Compasso de espera: Ministro do Turismo apresenta MP a presidente Bolsonaro e ministro Paulo Guedes

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, entregou nas mãos do ministro da Economia, Paulo Guedes, na presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, na última quinta-feira (19), no Palácio do Planalto, a proposta de Medida Provisória que estabelece um conjunto de ações para auxiliar o setor a reduzir suas perdas durante o período de pandemia.

EDIÇíO DO DIÁRIO com agências


 

Entre as medidas está a autorização da suspensão dos contratos de trabalho firmados pelos prestadores de serviços turísticos, cadastrados no Cadastur, e a não obrigatoriedade de reembolso de valores de artistas já contratados que forem impactados pelo cancelamento de eventos, inclusive de shows, eventos culturais, rodeios e espetáculos musicais e artes cênicas, desde que remarcada sua participação em até 12 meses após o fim deste período.

“Todos os esforços do governo federal neste momento são para salvar as vidas dos brasileiros, mas precisamos cuidar para que esse setor, que é responsável por milhares de empregos no país, se torne sustentável após esse período de crise. E é para isso que estamos trabalhando: garantir que, passada essa tormenta, possamos seguir a vocação do turismo de geração de emprego e renda para nossa população”, afirmou o ministro.

De acordo com a MP, a suspensão dos contratos dispensa acordo ou convenção coletiva de trabalho. Será assegurado a esses empregados o acesso ao seguro-desemprego durante o período em que perdurar a pandemia. “Em um momento de crise como este, precisamos trabalhar para que as perdas não sejam ainda maiores. É preciso pensar no depois também, e esse conjunto de medidas é sobre garantir o futuro de nosso setor”, concluiu o ministro.

Outra medida contemplada diz respeito ao cancelamento de reservas, compra de serviços ou eventos. Nesse caso, os prestadores de serviços turísticos não terão obrigação de reembolso de valores. No entanto, o consumidor terá o direito de remarcar – reservas e eventos cancelados – para uma nova data dentro do período de até doze meses após o fim da pandemia.

“Essas ações reforçam o compromisso do governo do presidente Bolsonaro com o turismo brasileiro. Nós, do Ministério do Turismo, seguiremos acompanhando os impactos dessa pandemia e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para ajudar esse setor tão importante para a economia brasileira”, concluiu.

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