REDAÇíO –
As marcas de um passado glorioso, características dos Anos Durados que o Rio de Janeiro experimentou por volta dos anos 40 e 50, podem ser sentidas no 55RIO, hotel que ocupa hoje o mesmo endereço do Grande Hotel Bragança, da Rua Visconde Maranguape, centro do Rio. Mas, mais que histórias e a ideia saudosista do passado de visitantes ilustres do hotel, o empreendimento foi repaginado a partir de 2014 para receber turistas para as Olimpíadas e ganhou ares de modernidade, sem perder a elegância.
“O que fizemos foi a integral restauração do patrimônio arquitetônico de grande valor histórico-cultural, agregando a este um novo e moderno bloco de apartamentos, com 106 unidades”, afirma Denise Reinoso ao DIÁRIO. O Hotel conta hoje com 120 apartamentos e suítes.

A criação do novo conceito surge da parceria entre o grupo nacional Gamaro com o norte-americano Klaff Realty LP.
Nessa entrevista, Denise contou um pouco sobre os dois primeiros anos de retorno ao mercado, as alterações nesse período de aproximadamente dois anos de operação e curiosidades sobre o 55RIO, como a atratividade do público e o apego com a história do antigo Grande Hotel Bragança.
Entrevista
DIÁRIO – O hotel – por sua arquitetura e seu conceito do século XX – remetem seus hóspedes aos Anos Dourados do Rio de Janeiro. Esse apelo atrai público mais jovem?
DENISE REINOSO – Como o 55/RIO é um híbrido dos séculos XiX e XX, haja vista sua construção ter sido iniciada em 1865, além dos “Anos Dourados” ele foi considerado um ícone quando de sua abertura, tendo sido frequentado por artistas e músicos da época, quando a Lapa abrigava a “nata cultural” de nossa Cidade.
Atualmente, mantendo os conceitos arquitetônicos de sua construção original,no Bloco Histórico, aliado a uma moderna construção conjugada, o Bloco Moderno, o 55/RIO continua a ser um híbrido, entre o clássico e o atual, o que favorece a captação dos mais diversos nichos de mercado e de interesses, dada a sua privilegiada localização, beleza arquitetônica, conforto e qualidade de serviços, que vem mantendo o Hotel com média 9,3 nas avaliações de uma das importantes Agências Online (Booking.com).
DIÁRIO – Como foi o casamento do interesse patrimonial e histórico com o projeto comercial hoteleiro? Quanto tempo durou a restauração e quanto foi o investimento?
DENISE REINOSO – A restauração durou 02 anos, tendo sido iniciada em janeiro de 2014, com o acompanhamento do IPHAN. O “casamento” na realidade já tinha comemorado “bodas de diamante”, uma vez que a construção foi concebida e inaugurada já sendo um hotel, o Grande Hotel Bragança.
O que fizemos foi a integral restauração do patrimônio arquitetônico de grande valor histórico-cultural, agregando a este um novo e moderno bloco de apartamentos, com 106 unidades. O Hotel conta ao todo com 120 apartamentos e suítes.

DIÁRIO – Como tem sido as respostas dos hóspedes no que se refere ao conjunto de serviços?
DENISE REINOSO – Têm sido excelente, tanto nas respostas diretamente deixadas no Hotel, quanto nas avaliações por meios eletrônicos. Reiterando o acima dito, o 55/RIO tem média 9,3 nas avaliações de clientes na Booking.com.
DIÁRIO – Quais são as características mais marcantes do hotel para convencer um turista a se hospedar na Lapa, ao invés de Copacabana ou Ipanema?
DENISE REINOSO – Sob o ponto vista cultural o 55/RIO não poderia ser melhor localizado, estando em meio à vida artística do Rio de Janeiro, ladeado pela Sala Cecília Meireles, Escola de Música, Museu da Imagem e do Som e “vizinho” do Theatro Municipal, Teatro Riachuelo, Museu de Belas Artes, Real Gabinete Português de Leitura, Centro Cultural do Banco do Brasil e da Caixa, Casa Franca-Brasil, além da Catedral Metropolitana, Escadaria Selaron e, por último porém de grande apelo para o público jovem, em especial, A Fundição Progresso, o Circo Voador e a boemia da carioquíssima Lapa de Noel e Di Cavalcanti.
DIÁRIO – O que levou ao batismo de 55/Rio Hotel?
Denise Reinoso – A referência do código de área do país e da cidade.