Apaixonado pelo turismo desde a juventude, quando ajudava os professores a preparar as excursões escolares, Alan Veiga, fundador da agência AV Viagens e Turismo, conversou com o editor do DIÁRIO, Paulo Atzingen, durante a participação na 51ª Abav Expo, uma das principais feiras de turismo da América Latina realizada de 26 a 28 de setembro no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília (DF).
Alan Veiga, que também é conselheiro suplente da Associação Comercial (ACIM) de Marabá (PA) e representante dela no Conselho Municipal de Turismo da cidade, conta que fundou a sua agência em 2017. “Em 2019 fizemos uma grande renovação na agência, voltando o foco para o turismo receptivo, trabalhando o turismo executivo, de lazer, e com uma van de 8 lugares focada nos pequenos grupos”.
Pisando em ovos
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Veiga revela que “as agências de viagens estão sempre pisando em ovos. Somos o primeiro filtro para que o cliente não tenha problemas durante a viagem. A prioridade é sempre escolher os melhores fornecedores para o pacote que a gente vai oferecer para os nossos clientes. Além de, primeiro, oferecer o melhor atendimento, existe a Responsabilidade Solidária imposta na Lei Geral do Turismo, que nos obrigada a arcar com qualquer problema que comprometa a viagem do cliente”.
Responsabilidade solidária
O agente considera injusta a Responsabilidade Solidária estabelecida pela Lei Geral do Turismo. “Muitas vezes a gente recebe 5%, 7%, 10% do valor. Então, acaba sendo uma Responsabilidade Solidária muito injusta. O que a gente está recebendo é pela prestação de serviço, pela consultoria da venda, e não pela prestação efetiva do serviço. Na hora que afeta os grandes players, acaba estourando na mão da agência, que vai ter que honrar com o pagamento integral para o cliente”.
A AV Viagens e Turismo, prossegue Alan Veiga, também continua fazendo emissivo sob demanda, mas o foco mesmo é operar roteiros regionais na região. “Hoje temos, no Parque Estadual Serra dos Martírios, conhecido como Serra das Andorinhas, 13 roteiros concluídos e 12 em construção. Teremos 25 roteiros e estamos trabalhando para projetar isso em nível Brasil”, diz.
“Eu tenho me envolvido bastante com as tratativas não só municipais como regionais. A gente tem trabalhado bastante para o desenvolvimento da Instância de Governança Regional da região turística de Carajás. Estou bem ligado às comissões que têm trabalhado para concluir o processo de estruturação da governança regional, que hoje está no processo de decidir se vai ser um Convention Bureau, Associação ou Sindicato”, afirma Veiga.
Cidades riquíssimas
Ele diz que as discussões avaliam como serão as participações dos 12 municípios da região. “Temos cidades riquíssimas, com as maiores arrecadações do país, assim como temos municípios que não têm arrecadação expressiva nenhuma. As cidades são Marabá, Parauapebas, Canaã dos Carajás, Curionópolis, Eldorado dos Carajás, São Geraldo do Araguaia, São Domingos do Araguaia, São João do Araguaia, Brejo Grande do Araguaia, Piçarra, Palestina do Pará e Bom Jesus do Tocantins”.
O agente de viagem diz que o Aéreo é um dos principais desafios para o desenvolvimento do turismo na região e diz que “as notícias sobre a Azul estão criando um momento de tensão. Claro que pode haver muita especulação. Eu acredito e espero que seja isso, mas cria aquela tensão, porque eu vou vender uma passagem aérea da Azul agora, e se, de repente, ela quebra daqui a dois meses?”
Ele explica que o receio diante das notícias sobre possível recuperação judicial da companhia aérea se justifica também pela Responsabilidade Solidária determinada pela Lei Geral do Turismo. “Se a Azul quebra, o agente é responsável por fazer cumprir o que o cliente adquiriu”.
Aeroporto de Marabá
O aeroporto de Marabá recebe operações das companhias áreas Gol, Latam e Azul. “A Azul é a que tem uma operação mais abrangente dentro do estado, oferecendo conexões de Marabá a Belém (PA) e Marabá a Confins (BH). Desses dois, oferece conexões para o Brasil todo”, dimensiona o proprietário da AV Viagens e Turismo.
Veiga aponta que – nas regiões Sul e Sudeste do Pará – a oferta aérea não contempla o potencial da região. “Infelizmente a gente tem uma oferta muito abaixo do ideal. A demanda não é suprida. Como a oferta é baixa, os preços são muito altos. Isso tem causado uma dificuldade muito grande para a gente trabalhar e vender mais”.
AV VIAGENS E TURISMO – CONTATO
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