Marabá se insere no mapa do Turismo Nacional e lança seu inventário turístico

Os municípios brasileiros precisam muito mais do que potencial turístico para se tornarem objeto de desejo e consumo dos viajantes e dos turistas. Não bastam ter uma natureza exuberante, uma população hospitaleira ou instalar letras gigantes coloridas na entrada da cidade para passar um astral simpático ao destino. É preciso mais que isso.

REDAÇÃO DO DIÁRIO – (por Paulo Atzingen*)


Quando a cidade é inserida no Mapa do Turismo Brasileiro – trabalho coordenado pelo Ministério do Turismo – ela traz consigo as qualidades necessárias para receber o turista e oferecer a ele muito mais que sorrisos, mas um conjunto de serviços que marcará a memória do visitante.

“O mapa do turismo brasileiro, que o Ministério do Turismo (MTUR) coordena, é um sistema onde as cidades são avaliadas por suas políticas públicas, são classificadas no sistema de pontuação do governo federal, do MTUR. “Não é o fato da cidade ser mais ou menos turística que vale, mas sim é preciso que a cidade tenha mais políticas públicas exigidas pelo Ministério do Turismo implantadas”, explica o secretário de Turismo de Marabá, Ricardo Pugliese ao DIÁRIO.

Marabá, município localizado no sul do Pará, pertence à região turística do Carajás e é um dos 277 municípios brasileiros classificado na categoria B, de acordo com esse mapa.

“O que é importante dizer é que conforme vamos implantando as políticas públicas, vamos nos qualificando junto ao Ministério do Turismo. Nós estamos na categoria B e esse posicionamento é obtido a partir de algumas variáveis como a quantidade de empregos formais na hotelaria, número de empresas formais hoteleiras constituídas,  estimativa de turistas nacionais e internacionais e, claro, a arrecadação nos meios de hospedagem”, enumera Ricardo.

Ponte rodoferroviária da Estrada de Ferro Carajás e o trem da Vale (Crédito: Paulo Atzingen)

Aeroporto de Marabá: porte para voos nacionais (Crédito: Paulo Atzingen)

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Regionalização

Nessa entrevista concedida ao DIÁRIO, Ricardo lembrou de um fórum de turismo realizado recentemente na cidade vizinha de Parauapebas – que integra a região turística de Carajás –  onde ele apresentou os argumentos de que a mudança do mapa turístico paraense foi excepcional para Marabá, já que ordenou as vocações econômicas da região. “Pertencíamos à região Tocantins-Araguaia e integrávamos a mesma área, por exemplo de Barcarena, que fica a centenas de quilômetros daqui, só porque estava às margens do rio Tocantins, isso não tinha sentido nenhum”, considera.

Ele explicou que participou do processo de uma nova regionalização e restruturação dessas regiões turísticas.  “Tínhamos anteriormente mais de 40 municípios na região turística Tocantins-Araguaia,  não conseguíamos fazer nada, expliquei isso ao atual secretário de turismo do Estado, André Dias. Agora, integrada à região do Carajás, temos 12 municípios, bem fronteiriços, com uma sinergia bem maior, para que a gente possa criar ações conjuntas”, comemora.

Turismo em Marabá: muito mais que uma natureza exuberante (Crédito: Paulo Atzingen)

A cidade é banhada pelos rios Tocantins e Itacaiúnas (Crédito: Paulo Atzingen)

Turista de negócios

Pugliese destaca um dos atrativos da região, que é a indústria da mineração. “O grande atrativo é a mineração por meio do PGC – Programa Grande Carajás, com uma ferrovia que tem um trem de passageiros excelente. Temos a Vale (do Rio Doce) que proporciona uma viagem de turismo muito boa, temos indústrias aqui de processamento de minério de ferro, tipo a Sinobrás (A Siderúrgica Norte Brasil), que atrai o turismo de negócios, e temos também a usina de Tucuruí, que é um atrativo muito importante, já que é a maior hidrelétrica nacional”, adianta reforçando que Marabá por ser a maior cidade em um raio de quase 500 quilômetros concentra atividades econômicas da indústria, da pecuária, do comércio e dos serviços. “Somos um pólo receptivo do turista de negócios”, sintetiza.

O estudo tem acesso público: no site https://semtur.maraba.pa.gov.br/

Inventário

No dia em que a reportagem estava na cidade, Ricardo Pugliese apresentou o Inventário da Oferta Turística de Marabá, lançado naquela semana. “Esse estudo, realizado por duas das nossas colaboradoras (Cleude Lima de Brito dos Santos, Secretária Executiva do Conselho Municipal de Turismo e Jacy Dias Vieira da Cruz, estagiária), contempla sistematicamente a infraestrutura básica e de serviços, equipamentos de apoio, atividades econômicas e os principais fatores de relevante interesse na atividade turística”, descreve.

Ricardo lembra à reportagem que este documento foi produzido com base na
metodologia de Inventário da Oferta Turística institucionalizada pelo Ministério do
Turismo (MTUR), com apoio do governo do Pará, através da Secretaria de Estado de Turismo, mas que foi totalmente desenvolvido com recursos da Secretaria Municipal de Turismo de Marabá, a SEMTUR.

O estudo tem acesso público no site https://semtur.maraba.pa.gov.br/

O documento, que o DIÁRIO consultou, está dividido em 3 capítulos estruturais, que é sub-dividido em três categorias distintas:

Categoria A, trata da infraestrutura de apoio ao turismo, informações básicas do município, serviços básicos e de apoio, assim como uma síntese de sua história de formação, economia, meios de acesso entre outras informações básicas importantes para a fase de diagnóstico local.

Categoria B, que adentra à descrição dos serviços turísticos locais com suas especificidades, classificações, observações críticas e estrutura.

Categoria C, estão dispostas informações de descrição dos atrativos naturais e culturais do município.

Por fim, o documento traz uma análise da Oferta Turística, elaborado pela Secretaria de Estado de Turismo do Pará, para fins de planejamento público e privado do turismo.


*O jornalista viajou a Marabá com Seguro GTA

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Paulo Atzingenhttps://www.diariodoturismo.com.br
PAULO ATZINGEN é jornalista profissional (DRT-185 PA) desde o ano 2000; cursou Letras e Artes e Comunicação Social na Universidade Federal do Pará. Produziu reportagens na Amazônia sobre sustentabilidade, conflitos agrários e étnicos. Lançou em 1998 sua primeira revista, a PAYSAGE – dirigindo-a e publicando-a por três anos. Em Belém, foi repórter do jornal O Liberal, O Paraense e articulista do jornal A Província do Pará e Diário do Pará. É premiado contista, com três livros de ficção em prosa publicados via editais. Trabalhou como redator no jornal de turismo Brasilturis e fundou em 2005 o DIÁRIO DO TURISMO, o primeiro jornal On-line Diário de Turismo do Brasil. Atualmente desenvolve projetos de conteúdo editoriais e digitais para empresas privadas de hotelaria, aviação, companhias marítimas, destinos turísticos e biografias.

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