Eduardo Boulhosa, do Grand Mercure Belém: “trocamos a bandeira, mas mantivemos os funcionários”

REDAÇÃO DO DIÁRIO

Instalado no prédio anteriormente ocupado pelo Crowne Plaza, do grupo Intercontinental, o novo Grand Mercure de Belém, da Accorhotels, acaba de completar um mês de operação, mas ainda passa por várias adaptações e reformas. “As negociações com a Accorhotels tiveram início no ano passado, no entanto, o prazo do antigo contrato deveria ser cumprido e foi até o último dia“, afirmou Eduardo Boulhosa, proprietário do hotel, ao DIÁRIO. 

“Em 1º de setembro, iniciamos com essa nova bandeira. A quantidade de hotéis da Accor, não só na América, mas no mundo, é muito grande e essa abrangência, além da força da marca, nos animou”, disse  Boulhosa justificando sua preferência pela rede Accor. 

Eduardo Boulhosa conta que ao lançar a marca em 2006 em Belém do Pará sua expectativa era muito grande, pois a bandeira Crowne tinha um forte apelo para hóspedes cinco estrelas e executivos. “No entanto, em 2008 fechou o Crowne da (avenida) Paulista e em 2012 fechou o Crowne Plaza de Curitiba. Isso nos desanimou, e nos vimos como o único hotel da bandeira no Brasil“, revela Eduardo ao DT. O contrato com o Crowne Plaza durou exatamente 10 anos.

As mudanças para a nova bandeira têm sido feitas ao longo do último ano e meio. “Quando sentimos que teríamos a necessidade de trocar de bandeira, já entramos em contato com a Accor. Não fechamos negócio porque eu sempre tive muita ética. Só fechamos no último dia. Dormimos 31 de agosto com o letreiro antigo ainda”, garantiu o proprietário.

Mais visibilidade e reforma

De acordo com Tony Caldeira, gerente geral do  hotel, a expectativa de expansão com a rede Accor é muito grande. “Queremos aproveitar esse gancho e entrar nesse portfólio (500 hotéis no Brasil até 2020) e ter mais visibilidade no mercado. Enxergamos na bandeira Grand Mercure essa oportunidade. Saímos de uma bandeira cinco estrelas para outra, com mais visibilidade“.

Segundo ele, a reforma dos apartamentos está em fase final de retrofit e até o final do ano o lobby vai entrar em reforma para ficar no padrão Grand Mercure, padrão Accor.

Tony Caldeira, gerente geral do Grand Mercure Belém (Foto: DT)
Tony Caldeira, gerente geral do Grand Mercure Belém (Foto: DT)

Funcionários mantidos

Devido à antecedência da decisão de troca de bandeiras, os responsáveis já se preparavam para as mudanças e não têm ao certo a contabilização dos investimentos até o momento. “Trocamos a roda do veículo andando. E posso garantir que além das adaptações que estão sendo feitas, pois a rede Accor é muito exigente nesse quesito, mantivemos todos os funcionários”, explica o executivo sem revelar a quantidade.

Boulhosa adquiriu o prédio no início dos anos 2000. Segundo ele, naquela época, ele percebera a necessidade de um hotel cinco estrelas na cidade. “Na época, há 20 anos não se abria um hotel em Belém; compramos um prédio que havia sido construído na década de 50, o antigo hotel Vanja. Conseguimos em um área super-valorizada. Acredito que acertamos”, completa.

“Já fomos vendo quais eram as nossas dificuldades, nossos erros”, disse o executivo. “Adaptamos as dificuldades que tivemos ao longo dos dez anos anteriores”, ponderou.

O novo hotel de Belém possui 173 apartamentos a disposição com área de lazer, academia e salas de reunião com capacidade para até 600 pessoas.

https://grandmercure.com.br/

 

 

 

Paulo Atzingen
Paulo Atzingenhttps://www.diariodoturismo.com.br
Paulo Atzingen é paulista e jornalista profissional (DRT-185 PA) desde o ano 2000; cursou Letras e Artes e Comunicação Social na Universidade Federal do Pará (UFPA), É poeta, contista e cronista. Estuda gaita (harmônica).

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