Entidades do Turismo aderem à ação para atuar em situações de desastres naturais que impactam o setor

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Autoridades do turismo unificarão documento com ações estratégicas para atenuar os impactos causados no segmento por conta de desastres climáticos, como o que está afetando Rio Grande do Sul


REDAÇÃO DO DIÁRIO

Em resposta à criação, nesta quinta-feira (23), de uma Sub Câmara de Gestão de Crises e Desastres, que tem à frente o Ministério do Turismo, por meio da Secretaria Executiva do Conselho Nacional de Turismo (CNT), entidades representativas do trade se somam ao esforço oficial. Com o objetivo de agir frente à crise enfrentada pelo Rio Grande do Sul, devido às fortes chuvas que atingiram o estado no último mês, se aliam na empreitada, além de representantes do MTur, também a Embratur, o Fórum Nacional de Secretários
e Dirigentes Estaduais de Turismo (Fornatur), a Academia Brasileira de Eventos e Turismo, o Coletivo MUDA e associações como a das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), das Operadoras de Turismo (Braztoa) e de Secretários e Dirigentes Municipais de Turismo (ANSEDITUR).

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O grupo unificará um documento com ações estratégicas que visam minimizar impactos sofridos diante de eventos climáticos extremos e a previsão é apresentar o trabalho no Salão Nacional do Turismo, que será realizado em agosto, na cidade do Rio de Janeiro.

FBHA: é preciso atender os sinais da base regional

Na esteira das iniciativas que visam destinar ajuda a empreendimentos turísticos, em especial aqueles instalados em áreas atingidas pelas inundações, a Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), afirma que divulgou amplamente, em um primeiro momento, demanda de colaboração para todo o Brasil, utilizando a Fecomércio RGS para distribuição mais eficiente, tanto das doações físicas ou monetárias. De forma a atender não apenas com pontualidade o que era necessário, a entidade se mostrou atenta ao que vem sendo sinalizado pelas bases. “Continuamos apoiando nossos sindicatos que têm a melhor percepção das carências locais “, considera Alexandre Sampaio, presidente da FBHA. E para formalizar essa aproximação e apurar mais precisamente o que pode ser feito junto aos sindicatos gaúchos, ele adianta que a próxima reunião do Conselho da Federação será realizada em Caxias do Sul (RS), em outubro próximo, em data a ser definida.

Alexandre Sampaio, presidente da FBHA (Crédito: Marcelo Freire)
Alexandre Sampaio, presidente da FBHA (Crédito: Marcelo Freire)

Sem ainda ter a dimensão exata dos efeitos do acidente ambiental sobre os negócios da hotelaria e alimentação fora do lar, no território sulriograndense, ao acreditar que qualquer tipo de projeção se torne precipitada, Sampaio identifica “um movimento muito grande da área turística em se preparar para quando for possível recomeçar”. O dirigente lembra que a montagem de uma estratégia mais definida depende da compatibilização com um cenário que se encontra marcado por inundações contínuas, chuvas ininterruptas, pessoas desaparecidas e políticas públicas da União e Estado ainda sendo construídas.

Em situações semelhantes ocorridas em outras regiões do País, a FBHA também atuou, no passado, de forma a contribuir para minimizar dificuldades. “Fizemos ajudas pontuais quando dos deslizamentos e chuvas intensas na serra fluminense, localidade com grande potencial turístico”, relembra o dirigente.

Sem trégua no papel de intermediar doações, a FBHA se manifesta empenhada na recuperação do RS e não apenas na ajuda aos cidadãos. Sampaio sintetiza o compromisso com as categorias e representações, através das empresas, funcionários e clientes. “Nossa atuação tem sido no sentido de dar apoio, além de prestar esclarecimentos jurídicos, tributários e trabalhistas para toda a categoria”, sintetiza.

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