sábado, abril 5, 2025
HomeEconomia do turismoHotéis de Salvador ainda sofrem com baixa ocupação em...

Hotéis de Salvador ainda sofrem com baixa ocupação em abril

As medidas restritivas da pandemia continuam castigando duramente o turismo e a hotelaria na capital baiana. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-BA) apontam os números do mês de março, nada animadores. Os números divulgados são fruto da Pesquisa Conjuntural de Desempenho (Taxinfo), realizada pela ABIH, Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – seções Bahia e Brasil.

EDIÇíO DO DIÁRIO com agências


Em abril, a taxa de ocupação média foi de 20,33%, semelhante a do mês anterior (20,36%). Ainda que superior a de abril de 2020 (11,23%, início da pandemia e pior taxa já verificada), essa ocupação é insuficiente para cobrir os custos de funcionamento das estruturas de hotéis que operam 24 horas, todos os dias da semana, com altos custos fixos, de manutenção e que não podem prescindir de uma numerosa equipe presente para prestar os serviços requeridos.

Em média, a taxa de ocupação tem sido semelhante nos finais de semana (20,74%) e nos dias de semana (20,18%), embora em alguns hotéis de lazer e frente mar essa diferença chega a alcançar de 5 a 10 pontos percentuais.

De acordo com Luciano Lopes, presidente da ABIH-BA, dentre os principais fatores que ajudam a compreender esse desempenho destacam-se as medidas restritivas decorrentes da pandemia, fechamento das praias e comércio. “O renovado medo da contaminação que acompanhou a segunda onda também tem contribuído com essa queda, muito embora os hotéis tenham incorporado todos os protocolos e medidas de segurança recomendados pelos órgãos oficiais”, relata.

A diária média de abril ficou em R$ 319,44, semelhante a do mês anterior (R$ 312,88) e bem abaixo da praticada nos dois primeiros meses do ano (janeiro R$ 371,79 e fevereiro R$ 351,63). Se excluirmos da média as informações referentes aos hotéis de luxo, presentes no mercado e na amostra da pesquisa, teríamos uma diária média em abril de R$ 223,30, mais próxima a de boa parte dos hotéis.

Vale observar que, segundo a última pesquisa censitária do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Pesquisa Nacional de Serviços de Hospedagem de 2016) 38,9% dos meios de hospedagem da Região Metropolitana de Salvador tem até 19 quartos e 80,2% tem até 49 quartos. Ou seja, a rede hoteleira é composta em sua maioria de pequenos hotéis independentes, cujos resultados dificilmente podem ser contemplados por esta ou qualquer pesquisa de desempenho da hotelaria, normalmente feita por meio remoto. No entanto, é de se supor que, considerando o pequeno porte da maioria dos estabelecimentos, a diária média real deve ser, todavia, inferior à contemplada por essa e qualquer outra pesquisa.

“A flexibilização das medidas restritivas, a reabertura das praias e o importante avanço da vacinação, que coloca Salvador em destaque na mídia nacional como uma das capitais que já vacinou mais de 20% de sua população, nos dão esperança de resultados melhores para os próximos meses. Ainda assim, a situação continua delicada para a maioria dos hotéis que acumulam perdas significativas. Os prejuízos são irreparáveis e vão ficar marcados na história. Seguimos pedindo o apoio do setor público para evitar maiores perdas. A esperança de dias melhores é o combustível para continuar lutando por esse setor tão importante para a Bahia”, pondera Luciano Lopes, presidente da ABIH-BA.

Os números aqui divulgados são fruto da Pesquisa Conjuntural de Desempenho (Taxinfo), realizada pela ABIH, Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – seções Bahia e Brasil. O levantamento é digital e os dados são fornecidos diariamente pelos hotéis ao Portal Cesta Competitiva. A média resultante constitui indicador para avaliar a evolução da atividade de hospedagem na capital baiana.

Compartilhe essa matéria com quem você gosta!

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Enriqueça o Diário com o seu comentário!

Participe e leia opiniões de outros leitores.
Ao final de cada matéria, em comentários.

Matérias em destaque