IATA: parcerias com governos é fundamental para retomada do setor aéreo

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA – International Air Transport Association) apelou esta semana aos governos para que se unam ao setor de transporte aéreo e que juntos elaborem planos para reconectar as pessoas, os negócios e as economias com segurança quando a situação da epidemia da COVID-19 permitir.

EDIÇÃO DO DIÁRIO com agências


“Podemos ver a luz no fim do túnel com a implementação de programas de vacinação pelo mundo. Transformar essa perspectiva em uma retomada segura e ordenada exigirá planejamento cuidadoso e coordenação dos governos e do setor. Isso será um desafio, pois a prioridade nas próximas semanas e meses será conter a disseminação de novas variantes”, afirmou Alexandre de Juniac, diretor geral e CEO da IATA em comunicado .

E acrescentou: “Mas mesmo com a crise, é importante preparar o caminho de retomada dos voos para quando a situação permitir. Compreender os parâmetros de referência das políticas governamentais e definir os padrões globais necessários para apoiar o retorno à normalidade nas viagens são passos que vão garantir a preparação do transporte aéreo, impedindo que se torne um vetor significativo de reimportação do vírus. As companhias aéreas estão prontas para apoiar os governos nesta tarefa”, disse Juniac.

Princípios:

Quando os governos voltam sua atenção para o restabelecimento da conectividade aérea global, a IATA está pronta para estabelecer parcerias com eles para facilitar uma abordagem globalmente consistente, eficiente e eficaz. Alguns governos já começaram a desenvolver princípios em seus programas de teste/vacinação que poderiam formar a base de uma harmonização global. Esses princípios incluem:

• Vacinação: a maioria dos governos está seguindo uma estratégia de vacinação que visa proteger primeiro os profissionais de saúde e os grupos mais vulneráveis. A IATA apoia a reabertura das fronteiras para viagens quando isso for realizado, pois os maiores riscos terão sido mitigados.

• Indivíduos vacinados: o governo da Grécia propôs na semana passada que os indivíduos vacinados fossem imediatamente isentos de restrições de viagem, incluindo a quarentena. A IATA apoia iniciativas como as dos governos da Polônia, Letônia, Líbano e Seychelles de adoção dessa isenção.

• Testes: Muitos governos estão implementando, com o apoio da IATA, esquemas de teste para facilitar as viagens. A Alemanha e os Estados Unidos, por exemplo, estão aproveitando o rápido avanço das tecnologias de teste para aceitar testes de PCR e de antígenos para gerenciar os riscos de viagens com segurança. Embora os testes de antígeno sejam preferidos por serem rápidos e de custo menor, está claro que o teste de PCR terá um papel importante, pois muitos governos estão exigindo testes no período de 48 a 72 horas antes da viagem.

• Tripulação: As orientações CART da OACI (Organização da Aviação Civil Internacional) recomendam que a tripulação seja isenta de processos de teste e restrições que foram criados para os passageiros. A IATA apoia os protocolos de gerenciamento de saúde da tripulação que incluem, por exemplo, testes regulares e exames de saúde feitos em suas próprias residências, além de diretrizes rígidas que limitam a interação com a comunidade local durante as escalas da tripulação. Isso permite que as companhias aéreas gerenciem os riscos da COVID-19 e mantenham a viabilidade operacional.

• Medidas de biossegurança em múltiplas camadas: As recomendações da OACI com medidas de biossegurança em múltiplas camadas (incluindo o uso de máscara) estão sendo implementadas globalmente. A IATA apoia que essas medidas permaneçam totalmente em vigor para todos os viajantes até que a situação da epidemia permita o relaxamento.

“Existem muitos elementos nesta equação, entre eles, o número de pessoas vacinadas e a disponibilidade de testes, são alguns exemplos importantes. As companhias aéreas estão adaptando suas operações para manter os voos de carga e alguns voos de passageiros e cumprir com as inúmeras restrições descoordenadas impostas. Com base nessa experiência, elas podem ajudar os governos na preparação para restabelecer com segurança a conectividade global para a sua população, seus negócios e economias”, disse de Juniac.

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