A minúscula Santa Helena é famosa principalmente por ser o lugar onde o imperador francês Napoleão morreu no exílio. Mas agora o destino da ilha deve mudar com a abertura do seu primeiro aeroporto, no próximo ano – o que, espera-se, atrairá turistas.
Cheia de penhascos vulcânicos com altura de 800 metros acima do nível do mar, a ilha do Atlântico Sul mede apenas 122 quilômetros quadrados – menos do que o centro de Paris.
Desabitada quando descoberta pelos portugueses em 1502, Santa Helena passou para o domínio britânico em 1659. A ilha agora tem 4,2 mil habitantes, cerca de 850 deles na pequena capital, Jamestown, onde também fica o único porto.
Apesar de estar perto do Equador, Santa Helena tem um clima que varia de acordo com a área: a costa seca é coberta de cactos e o interior úmido tem eucaliptos e pasto estilo irlandês.
Sua vizinha mais próxima é a ilha da Ascenção, outro território britânico localizado a 1,2 mil km a noroeste. Angola fica a 2 mil km para leste e a costa brasileira, 2,9 mil km para o oeste.
Depósito de inimigos

Com seus penhascos íngremes e rochas aflorando perto da costa, a ilha é perigosa. Seu território hostil e isolado tornou Santa Helena por muito tempo uma possessão preciosa para os britânicos, que enviaram seus inimigos mais perigosos para morrer ali. Em 1815, Napoleão foi banido para a ilha até sua morte, em 1821. Depois dele, o rei zulu Dinizulu kaCetshwayo foi mandado para lá, em 1890. A política colonial da ilha como lugar de exílio continuou até recentemente, quando em 1957 três príncipes do Bahrein que se opunham à política britânica para o Oriente Médio foram enviados para lá.
Atualmente, a única forma de chegar à ilha é por barco – geralmente uma viagem de cinco dias partindo da Cidade do Cabo, na África do Sul.
Mas isso vai mudar em fevereiro de 2016, quando Santa Helena começará a ter voos semanais partindo de Joanesburgo.
Câmbio e renda
Território ultramarino britânico, a ilha tem suas próprias notas e moedas de libras com imagens da rainha. O câmbio é fixado em paridade com a libra esterlina britânica. O serviço de celular deve ser introduzido na ilha no fim de 2015.
Os moradores são cidadãos britânicos – o direito foi revogado em 1983 pela primeira ministra Margaret Thatcher, mas retomado em 2002.
Vivendo principalmente de subvenções do governo britânico e da renda de expatriados, a ilha importa quase tudo o que precisa da Grã Bretanha.
Suas exportações incluem peixe, principalmente atum, e um pouco de café. Muitos moradores esperam que, com o novo aeroporto, o turismo se torne uma fonte de renda importante. (AFP)