Jessé Resende, diretor da Saga Systems Brasil denuncia: “indústria norueguesa está incomodada com nosso sucesso”

A guerra econômica que se estabeleceu entre Estados Unidos e China tem afetado de forma frontal a economia do mundo e respingos vêm atingindo o Brasil com a instabilidade cambial e redução de investidores externos. Se isso não bastasse, algumas empresas genuinamente brasileiras  têm que concorrer com empresas estrangeiras que viram no Brasil e na América Latina um mercado a ser explorado. Essa concorrência é até salutar quando se joga o jogo da livre concorrência e das competências.

REDAÇÃO DO DIÁRIO

No entanto, existem empresas internacionais que querem denegrir a imagens de empresas genuinamente brasileiras. Apresentamos aqui, a denúncia da Saga Systems Brasil, empresa de software dirigida por Jessé Resende que vem de uns tempos para cá incomodando suas concorrentes internacionais e, por consequência, sendo injustamente atacada.

“Tomamos conhecimento através de alguns parceiros da hotelaria que estamos incomodando mais um concorrente. Essa indústria da Noruega (VingCard-Assaabloy) e alguns de seus representantes no país estão falando mal da Saga Systems Brasil. Dizem que não somos concorrentes para eles pois são anos luz superiores, que somos uma “empresinha” importadora de peças chinesas, que não desenvolvemos nada”, informou Jessé Resende ao DIÁRIO.

Resende informa que além de desenvolver seus produtos (fechaduras e cofres eletrônicos e gerenciadores de energia) no Brasil, ter capital 100% nacional e engenheiros brasileiros, desenvolve uma tecnologia compatível a qualquer outra tecnologia desenvolvida no mundo. Ele explica:

“Tenho viajado o mundo para participar de feiras internacionais, para ver o que existe de novidade na minha área no mercado. Não há nada diferente em termos tecnológicos, principalmente em fechaduras eletrônicas. Os softwares eletrônicos são todos padronizados. Uma empresa, ou algum executivo de vendas que afirme que o produto dele é melhor que o outro ou ele quer enganar o cliente ou ele não conhece o ramo que atua”, explica Jessé.

Segundo o executivo, quando um concorrente fala mal de uma empresa de seu próprio ramo, está preocupado com ela. “Na verdade ela está atestando que somos muito bons e que eles são incapazes de nos vencer simplesmente com a qualidade do produto apresentado”, reforça.

O cofre eletrônico é um dos produtos da Saga Systems

Propósito e convite

“Gostaria de esclarecer ao mercado brasileiro que não mandamos para a Noruega nossos lucros e que temos orgulho do que fazemos.  Nosso propósito como empresa é ajudar o hoteleiro brasileiro a dar cada dia mais segurança para seus clientes. “Ouvi argumentos de que elas são empresas multinacionais e se gabam por isso. São multinacionais porque produzem seus equipamentos todos na China? Já visitei a Noruega e lá vi que eles têm sim um galpão, porém não existe uma máquina sequer fazendo peças para produzir fechaduras”, denuncia o executivo.

A Saga Systems, completa em novembro próximo 10 anos de atividade no Brasil e já possui no país e na América do Sul cerca de 2.500 clientes. Jessé ainda convida seus concorrentes para um debate:

“Dedico a minha vida integralmente, a mais de 30 anos, a este mercado, e desafio, qualquer dos concorrentes a vir discutir o assunto comigo em pé de igualdade”.

O DIÁRIO entrou em contato com o escritório de representação da Assa Abloy Global Solutions no Brasil, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

Paulo Atzingen
Paulo Atzingenhttps://www.diariodoturismo.com.br
Paulo Atzingen é paulista e jornalista profissional (DRT-185 PA) desde o ano 2000; cursou Letras e Artes e Comunicação Social na Universidade Federal do Pará (UFPA), É poeta, contista e cronista. Estuda gaita (harmônica).

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1 COMENTÁRIO

  1. Os comentários do Jessé nos indica uma realidade contemporânea, a inovação e empreendedorismo. Foi uma multinacional que revolucionou a distribuição de hospedagem? não. As melhores ideias do setor começaram nas multinacionais? não. Mas isso não quer dizer que elas, as multinacionais, não tenham contribuído. Só quer dizer que podem e devem olhar o mercado e quem está fazendo bem feito. Caso contrário, podem ficar para trás ou terão que comprar a ideia. Viva o livre mercado.

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