O governo federal espera arrecadar no ano que vem de R$ 1,5 bilhão a R$ 2 bilhões pelo menos, com o leilão do aeroporto Santos Dumont, no Rio
Por Reuters
Mesmo com o anúncio do leilão do Santos Dummont, no Rio de Janeiro, o que se sabe é que o valor ainda poderá superar esse valor caso o vencedor na disputa não seja obrigado a ficar com terminais deficitários da Infraero na Região Sudeste, conforme fontes do próprio governo.
A decisão de vender o terminal carioca – um dos mais importantes do país e com movimento de cerca de 9 milhões de passageiros, em 2016 – foi tomada na semana passada entre representantes dos Ministérios dos Transportes, Casa Civil e PPI.
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Desde o início do processo de concessão de terminais à iniciativa privada, ainda no governo do PT, a Infraero perdeu a operação de aeroportos importantes como Guarulhos (SP) e Galeão (RJ) e manteve em carteira inúmeros aeroportos deficitários e localizados em cidades de menor demanda.
Entre os aeroportos deficitários e que poderiam ser associados a uma eventual venda em bloco com o Santos Dumont estão Vitória (ES), Pampulha (MG), Uberlândia (MG), Uberaba (MG), Macaé (RJ) e Carlos Prates (MG), disse a fonte.
Futuro de congonhas – Paralelamente à venda do Santos Dumont, o governo também discute o futuro de Congonhas, o aeroporto mais movimentado do Brasil. Segundo cálculos do governo federal, o leilão de Congonhas poderia levantar a preços atuais ao menos 5 bilhões de reais. A venda do terminal de São Paulo, porém, é considerada mais complexa e demorada.
(Cecília Cardial)