Nova temporada de navios amplia oferta e destaca mini-cruzeiros

Mesmo com o cenário político e econômico do País tingido pela incerteza, a temporada 2017/2018 de cruzeiros na Costa Brasileira mantém com ritmo, com 7 navios, mesma oferta da  anterior e 430 mil leitos disponíveis, ante os 380 mil de 2016. Marcos Ferraz, presidente da CLIA Brasil (Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos) fala ao DIÁRIO sobre as tendências para o próximo verão

REDAÇÃO DO DT

Comprar com antecedência para obter as melhores acomodações e preços mais atraentes. Essa recomendação, clássica ao contratar qualquer produto turístico, é reafirmada pelo presidente da CLIA Brasil, Marcos Ferraz, ao indicar que a próxima safra de navios – sete ao todo – em águas brasileiras segue em bom ritmo e com promoções praticada pelo trade. “Os cruzeiros como um todo estão bem vendidos e decidir a compra antecipadamente ainda é a melhor estratégia”, diz, segundo ele tem sido comum a prática de desconto de 50% no segundo passageiro, pacote free bebida e up grade de cabines. O dirigente concorda que a criatividade na comercialização de cruzeiros tem sido a principal tônica para cativar o passageiro.

Perfil

São Paulo – capital e Interior – é o principal mercado emissor de viajantes que embarcam nos portos brasileiros, representam a fatia de 50% dos passageiros dos cruzeiros, seguidos pelos que partem do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Mas o que chama a atenção no perfil de quem busca desfrutar das atividades à bordo, de acordo com Ferraz, são aspectos de comportamento e em especial no que diz respeito à faixa etária que opta por viajar pelos mares do País.

De acordo com o presidente da CLIA Brasil há algo muito distinto que vem ocorrendo no jeito de promover os navios, antes havia restrições e algum tipo de ressalva quanto à idade das pessoas que embarcavam, jeito de vestir do passageiro – hoje retirado da pauta na hora da venda. Hoje as saídas são multi geração, assegura Ferraz, com públicos bem distribuídos e cuidado do trade em mesclar o público que viaja, transformando a experiência numa proposta mais abrangente em relação às faixas etárias. Também salienta que os produtos estão muito mais ecléticos na programação e que a presença de tripulantes brasileiros contribui para o êxito das temporadas porque simplifica e aprimora a missão de atender as expectativas do viajante canarinho, em particular o item entretenimento. “Temos hoje uma oferta capaz de atender todas as idades, todos os gostos e todos os bolsos”, acentua o dirigente.

NAVIOS - CRUZEIRISTA

Entre as mudanças operacionais reservadas para a próxima temporada Ferraz informa que o porto da cidade do Rio de Janeiro passará a ser o ponto de partida de um maior número de roteiros, dividindo com o Porto de Santos a empreitada e, sobretudo, facilitando e otimizando o embarque dos cruzeiristas das regiões Norte e Nordeste do País, que chegam por via aérea para iniciar a viagem.

Entre as preocupações do setor e que pesam na decisão das companhias marítimas em atuarem na Costa do Brasil está o custo da cabotagem.  Ferraz lembra que os valores no País são 40% superiores aos praticados em média em águas e portos internacionais. “Estamos selando acordos pontuais com a praticagem – atividade dos profissionais que auxiliam na navegação próxima aos portos e atracam e desatracam as embarcações nos portos brasileiros. As conversações têm sido mantidas com a categoria em Ilhabela, Santos, Salvador e também avançam no Rio”, informa. De acordo com ele, a praticagem deveria representar 2% a 3% do custo da operação do navio, mas chega a 9% no caso brasileiro.

Sobre o futuro

No próximo dia 30, em Brasília, a CLIA Brasil comanda evento inédito que visa debater o futuro do segmento de navios no País. Sob a chamada “Cruzeiros Marítimos: o momento é esse”, a entidade reúne na sede da CNC (Confederação Nacional do Comércio), na capital federal na mesma mesa das discussões os ministros do Turismo, Marx Beltrão, e dos Transportes, Mauricio Quintell e o presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, além de representantes das principais operadoras que atuam no mercado de cruzeiros. Em pauta estarão temas latentes como a queda de mais de 50% no número de navios e cruzeiristas, nos últimos 6 anos, retração que destoa do que vem sendo registrado internacionalmente.  Considerados todos os mercados, o contingente de viajantes que utiliza navio somará 25 milhões em 2017.

Mas a redução na oferta de navios não cria obstáculos para o aporte de recrusos. Nas três últimas temporadas, o setor de cruzeiros marítimos injetou mais de R$ 6,39 bilhões na economia brasileira e transportou 1,69 milhões de passageiros. Os destinos que recebem navios são beneficiados em diferentes aspectos com o aumento do fluxo de turistas nas cidades, o que movimenta o comércio, gera empregos e divisas.

O setor envereda pelas reivindicações de mais projetos e investimentos em questões como infraestrutura, custos, regulação e tributos, assim como de para que a  faixa litorânea do Brasil e seus portos sejam utilizados ao máximo, fomentando novos destinos.

O objetivo do evento é criar um ambiente favorável de discussões no qual agentes governamentais, empresários e especialistas discutirão sobre experiências, desafios e oportunidades do setor de cruzeiros no país.

Serviço

CLIA BRASIL – Seminário Cruzeiros Marítimos: o momento é esse!

Data: 30 de agosto de 2017 – 9h às 19h30.

Local: SEDE DA CNC – BRASÍLIA – DF

Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

SBN – Quadra 01 – Bloco B – Nº 14 – Edifício CNC – 1º SS

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