Nova Zelândia, geleiras, aventuras e emoção em estado puro

Visitar uma geleira na Nova Zelândia é mais fácil do que se pensa, seja a pé, de barco ou de helicóptero.

EDIÇÃO DO DIÁRIO


A maior parte das geleiras neozelandesas se encontram em Te Wahipounamu, um território de 2,6 milhões de hectares que foi designado patrimônio mundial da humanidade. Nesta região formada por quatro parques nacionais (Aoraki/Mount Cook, Westland Tai Poutini, Mount Aspiring e Fiordland), as atividades são muitas: trilhas, escaladas, voos panorâmicos, piscinas aquecidas e florestas prontas para serem exploradas.

Há várias opções para chegar até lá: dirigir pela estrada Great Alpine Highway; voar até o aeroporto de Mount Cook; fazer um trajeto de trem entre Christchurch e Greymouth e depois alugar um carro; ou se juntar a uma excursão. Os parques ficam abertos o ano todo, se for visitar no inverno prepare-se para curtir o frio.

 Passeios de barco


A geleira de Tasman é a maior da Nova Zelândia, localizada em um dos poucos lagos glaciais acessíveis do mundo, no qual é possível observar os icebergs flutuando ao redor e blocos gigantes de água congelada caindo das geleiras. Costuma-se visitar o Mount Cook Village antes de explorar o lago de barco, onde os guias explicam a formação das paisagens do local. Esta é a única experiência deste tipo em toda a Nova Zelândia, ideal para fazer fotos da natureza.

De carro, a viagem até Aoraki/Mount Cook leva três horas e meia saindo de Christchurch e três horas a partir de Queenstown. O tour Glacier Explorer funciona de setembro a maio e aconselha-se reservar com antecedência. Recomenda-se uma visita ao icônico Hermitage Hotel.

Pousando no gelo

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A Mount Cook Ski Planes, é a empresa certa para viver a experiência de pousar na geleira de Tasman e em Hochstetter Icefall. Seu fundador, Harry Wigley, começou a levar turistas para sobrevoar geleiras de Aoraki/Mount Cook nos anos 1950, e até inventou um esqui retrátil especial para que os aviões pudessem decolar na pista e pousar na neve.

Os voos decolam o ano todo a partir do aeroporto de Aoraki/Mount Cook, mas é aconselhável fazer um planejamento com antecedência. Flexibilidade também é recomendável, já que as condições climáticas podem mudar rapidamente. Como o vilarejo mais próximo, Mount Cook Village, possui apenas uma pequena loja de conveniência no hotel, convém comprar o que você precisa em Twizel, a 65 km de distância.

Trilhas e piscinas naturais


Fox Trail Terminal Face Walk é uma das opções mais econômicas para conhecer as geleiras, uma caminhada suave de cerca de duas horas, que permite observar a ponta da geleira acompanhado de um guia sempre pronto para explanar sobre as lendas Maoris e fatos científicos. Um dos destaques deste passeio são as piscinas quentes, excelentes para um momento relaxante em meio a natureza local.

A geleira Fox está a três horas e meia de carro a partir de Wanaka e a duas horas de Hokitika.

Gastronomia 

A região de Aoraki/Mount Cook é o lugar certo para experimentar a especialidade gastronômica local, o salmão. As águas de Aoraki/Mount Cook são conhecidas pela produção de salmãos de altíssima qualidade, considerado um dos melhores do mundo. Um dos principais fatores que contribuem para sua qualidade são as correntes gélidas, rápidas e altamente oxigenadas, além de praticamente não haver poluição ou parasitas, e porque os criadores não usam hormônios. Muitas das criações de salmão da região estão abertas aos visitantes que podem alimentar os peixes e saber mais sobre sua criação.

O café High Country Salmon, ao sul de Twizel, é uma excelente opção para exprimentar essa especialidade local, assim como o Mount Cook Alpine Salmon que oferece deliciosos pratos, de sashimis a sopas, às margens do Lago Pukaki. Já em South Westland Salmon Farm, é possível alimentar os peixes antes do jantar.

Voos panorâmicos: imagens arrebatadoras (Foto: divulgação)
Voos panorâmicos: imagens arrebatadoras (Foto: divulgação)

Voos panorâmicos


Basta sobrevoar as geleiras de Tasman, Franz Josef e Fox, para obter imagens arrebatadoras e maior compreensão sobre a formação dos blocos e vales glaciais da região. O voo Grand Traverse, da Air Safaris, leva o viajante para as três geleiras e também para o Parque Nacional Aoraki/Mount Cook, com impressionante lagos brilhantes e as cores da primavera e do outono. A empresa opera de Tekapo e de Franz Josef, e utiliza aviões com as asas instaladas acima das janelas, permitindo visão mais ampla.

O melhor período para voar é entre outubro e abril, quando mais de 85% dos voos estão em operação. A cidade de Tekapo fica no coração da Ilha Sul, a três horas de carro de Christchurch e próximo ao Mount Cook. Já Franz Josef fica na costa oeste e está a cinco horas de carro de Queenstown.

www.media.newzealand.com

 

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Paulo Atzingenhttps://www.diariodoturismo.com.br
PAULO ATZINGEN é jornalista profissional (DRT-185 PA) desde o ano 2000; cursou Letras e Artes e Comunicação Social na Universidade Federal do Pará. Produziu reportagens na Amazônia sobre sustentabilidade, conflitos agrários e étnicos. Lançou em 1998 sua primeira revista, a PAYSAGE – dirigindo-a e publicando-a por três anos. Em Belém, foi repórter do jornal O Liberal, O Paraense e articulista do jornal A Província do Pará e Diário do Pará. É premiado contista, com três livros de ficção em prosa publicados via editais. Trabalhou como redator no jornal de turismo Brasilturis e fundou em 2005 o DIÁRIO DO TURISMO, o primeiro jornal On-line Diário de Turismo do Brasil. Atualmente desenvolve projetos de conteúdo editoriais e digitais para empresas privadas de hotelaria, aviação, companhias marítimas, destinos turísticos e biografias.

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