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O marketing além da publicidade – por Sandra Maia*

Parece fácil, mas atuar no marketing dessa forma requer a capacidade de analisar dados de comportamento do cliente 

Mais do que publicidade, o marketing hoje precisa ter foco em experiência. E toda experiência, para ser efetiva, tem de ser “cocriada” com a inclusão e a interação do cliente, que deve ter um papel claro a desempenhar no que vem sendo ofertado. Além disso, é necessário criar uma narrativa, uma história que o envolva com a promessa da marca e que reforce como ela quer ser percebida, ou melhor, entendida por ele. Depois, é preciso cuidar da personalização e da exclusividade do serviço ou do produto que será oferecido, tornando-o único em cada detalhe.

 

Experiência, então, tem de estar embasada na “cocriação”, na personalização do serviço, na entrega rica em detalhes e também na geração de clientes que se tornem advogados da marca, por conta do contato que encanta. Por isso, deve-se cuidar da efetivação de vínculos emocionais que façam clientes fãs do negócio, de seus produtos e marcas.

 

Parece fácil, mas atuar no marketing dessa forma requer a capacidade de analisar dados de comportamento do cliente e de desenhar o produto ou o serviço que seja relevante para a sua história. As grandes marcas no mercado virtual nos ensinam que o modelo colaborativo e compartilhado faz toda a diferença e, para tal, a análise precisa de informação.

 

O cliente, afinal, quer experimentar a sensação de ser especial e único para a marca. É dessa forma que vai compartilhar o que vivenciou e contribuir para que mais clientes potenciais queiram conhecer ou desfrutar do produto ou do serviço disponibilizado.

E, nesse sentido, gostar de pessoas e ter a humildade de servir e oferecer o melhor, é algo que não tem preço quando a questão é a construção de marcas fortes

Então, trabalhar com marketing nesse mercado focado na experiência, no conceito, na colaboração, que estimulam o compartilhamento e o engajamento, demanda capacidade de análise, de olhar ampliado do mercado e do segmento, como ainda do pensamento disruptivo capaz de perceber tendências antes mesmo que o cliente saiba do que precisa.

 

E, nesse sentido, gostar de pessoas e ter a humildade de servir e oferecer o melhor, é algo que não tem preço quando a questão é a construção de marcas fortes.

 

Isso tudo pensado, há também que tratar do propósito da marca e de como ela vai exercitar a responsabilidade socioambiental, étnica, entre outras.

 

O marketing, por isso, agora holístico, ecológico e, portanto, mais complexo, está mais voltado para as necessidades de sociabilização e afeto do cliente, que valoriza atenção e cuidado.

 

*Sandra Maia, especialista em comunicação empresarial, é coordenadora dos cursos de graduação Bacharelado em Hotelaria e Tecnologia em Eventos do Centro Universitário Senac e consultora nas áreas de comunicação e marketing: http://www.cenariostraw4web.com.br

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