Pedidos da Boeing despencam para menos de 5 mil pela primeira vez em sete anos

A Boeing informou hoje que sua carteira de pedidos de aviões caiu para menos de 5.000 pela primeira vez em sete anos, com os clientes cancelando as encomendas dos jatos 737 Max, que permanece sem licença para voar após dois acidentes fatais.

A gigante aeroespacial retirou outros 108 jatos Max de sua carteira de pedidos e rebaixou o status de acordos para outros 101 aviões devido ao enfraquecimento financeiro das companhias aéreas após a pandemia de coronavírus. Não perdeu, no entanto, nenhum acordo para aeronaves maiores.

A Boeing teve cancelado mais de 500 pedidos neste ano, o maior número de cancelamentos em décadas, reduzindo sua carteira de pedidos para 4.834 jatos atualmente, em comparação com 5.049 que tinha no final de março. A concorrente Airbus garantiu acordos para nove jatos no mês passado e tem pedidos pendentes para cerca de 7.500 aeronaves.

O relatório da Boeing foi divulgado em um momento em que o diretor-presidente David Calhoun fez estimativas desanimadoras de que o crescimento provavelmente não retornaria aos níveis de 2019 por três a cinco anos.

Calhoun disse ao programa “Today” da NBC que o tráfego de passageiros não chegará a 25% dos níveis anteriores à pandemia até setembro, possivelmente chegando a 50% até o final do ano.

Ele previu que o colapso da demanda de viagens aéreas provavelmente forçaria uma importante aérea americana a sair do negócio. “Definitivamente haverá ajustes a serem feitos por parte das companhias aéreas”, disse na entrevista que foi ao ar antes da divulgação da carteira de pedidos e da atualização das entregas. Ele não nomeou nenhuma companhia aérea.

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