Presidente do Sindicato de Guias de Turismo da Bahia: “Até os aplicativos Uber nos desrespeitam”

A presidente do Sindicato de Guias de Turismo do Estado da Bahia, Silvana Rós não mede palavras para defender sua justa reserva de mercado de trabalho em uma época em que a economia anda combalida em todos os estados do país e pessoas não credenciadas avançam em áreas restritas a profissionais gabaritados para tal. Silvana tem batalhado já há alguns anos na defesa dos profissionais guias de turismo que atuam em Salvador e no território baiano.

REDAÇÃO DO DIÁRIO

Durante o Encontro Internacional de Jornalistas de Turismo que ocorreu na capital da Bahia de 23 a 26 de agosto o DIÁRIO conversou com Silvana, que está em seu segundo mandato, é turismóloga e não tem remuneração como presidente da entidade.

De acordo  com ela, estão associados ao seu sindicato 300 profissionais, que atuam especificadamente em Salvador. “Temos, na verdade, cerca de 700 guias de turismo em todo o estado e, além da crise econômica, enfrentamos grandes desafios, pois  vivemos diante o exercício ilegal da profissão por parte de pessoas que não deveriam exercer a atividade”, anuncia a presidente.

Para a profissional, as pessoas se apropriam da função do guia de turismo de forma irresponsável. “Quer alguns exemplos: pessoas que se aposentaram, motoristas de táxi e veículos de transporte por meio de aplicativos”, enumera.

Diferenças

Silvana explica que o Cadastur define claramente as funções: “Existem o condutor e o monitor, uma atividade (não uma profissão) que é exercida em todo território nacional.  O monitor atua em locais específicos como museus,  exposições, locais fechados e o condutor em áreas ambientais como trilhas, cachoeiras essas últimas são atividades que diferem as dos guias de turismo.  “Esses que se apresentam como monitores têm competência para o Centro Histórico de Salvador e não para fazer um trabalho de guia na cidade”, especifica a presidente.  Ela acrescenta que no Centro Histórico de Salvador existem os monitores de rua que são vinculados a associação de Guias e Monitores do Centro Histórico. “Foi a Bahiatursa que certificou esses profissionais com esse nome”, sintetiza.

Segundo Silvana, acrescido ao exercício ilegal da profissão soma-se um problema interno da categoria que é a auto desvalorização: “Dentre os problemas que nossa categoria enfrenta um bastante corriqueiro é a auto desvalorização do profissional, que para sobreviver vende seu trabalho, seu tempo no exercício de uma profissão legítima, abaixo dos valores de mercado”, denuncia a guia de turismo. Há em toda a Bahia, cerca de 700 guias de turismo, sendo que a metade desses profissionais ou estão desempregados ou exercem outra atividade.

Silvana ainda lembra que seu sindicato integra a Federação Nacional dos Guias de Turismo – Fenagtur – presidida pelo guia de turismo Henrique Dantas. “A Federação vem atuando no combate ao exercício ilegal juntamente com os sindicatos associados e o Mtur práticas de fiscalização em todo o território nacional”.

Capacitação

Silvana conclui sua entrevista lembrando que o processo de capacitação de um guia é muito simples, mas é preciso estudar. “O curso técnico de guia de turismo dura de 1 a 2 anos, com cerca de 960 horas de carga horária. O guia de turismo regional deve ter no mínimo 18 anos e o nacional, 21 anos. De posse do certificado eles se inscrevem no Cadastur, do Ministério do Turismo. Lá é gerado um número que o autoriza a atuar como guia de turismo, regional ou nacional”.

Cadastur – Ministério do Turismo

O DIÁRIO DO TURISMO apoia a causa dos GUIAS DE TURISMO – Veja outras matérias:

Quando o guia de turismo substitui o professor de história na viagem

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