Primavera: mercado de flores do Brasil comemora chegada da estação com previsão de 7% de crescimento

A Expoflora, evento que acontece em Holambra até 29 de setembro para divulgar as novidades e os lançamentos do setor e fomentar o comércio de flores e plantas ornamentais em todo o país, já recebeu quase 250 mil visitantes e espera bater recorde de público até o final da festa.

EDIÇÃO DO DIÁRIO com agências

O crescimento do mercado de flores no Brasil em 2019 está menor do que nos últimos quatro anos, quando vinha variando de 8% a 10,4%. No entanto, o setor ainda tem muito que comemorar. A previsão é de que a floricultura nacional cresça entre 7% e 8% este ano. Assim, a Expoflora, evento que está sendo realizado em Holambra (São Paulo) para mostrar ao país as novidades e os lançamentos em flores ornamentais, dá as boas-vindas à primavera em nome de toda a cadeia, que prevê faturamento da ordem de R$ 8,5 bilhões, de acordo com o Ibraflor – Instituto Brasileiro de Floricultura.

A Expoflora começou em 30 de agosto e, mesmo funcionando apenas de sexta-feira a domingo, já atraiu cerca de 250 mil visitantes. Até o encerramento, no dia 29 de setembro, deve bater o recorde do ano passado, quando registrou o número de 328 mil turistas encantados com as flores de cerca de 500 produtores que atuam no comércio nacional por meio das cooperativas Veiling de Holambra e Cooperflora.

 

Dados do setor

Os números do setor apontam uma tendência de crescimento de 12% na produção de plantas verdes em vasos. Em segundo lugar, vêm as plantas com flores, também em vasos, com previsão de 7% de crescimento. Espécies para jardinagem estão na sequência, com aumento de 4%, e as flores de corte fecham a lista com avanço de 2%.

O Brasil tem cerca de 8.300 produtores, 60 centrais de atacado (como as cooperativas, por exemplo), 680 atacadistas e prestadores de serviço e mais de 20 mil pontos de varejo. São cerca de 15.600 ha de área cultivada, o que coloca o país no oitavo lugar entre os maiores produtores de plantas ornamentais do mundo.

Enquanto o Brasil enfrenta uma taxa de desemprego em torno de 12% – equivalente a 12,8 milhões de pessoas –, a floricultura vai na contramão desses dados. Em 2019, foram criados 209 mil postos de trabalho no setor, sendo que 54% dessas vagas são no varejo, 39% na produção, 4% no atacado e 3% em outras funções.

 

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