Querida Jacinta, Cozinha da Vó Anna e Cantina do Lucas: espetaculares sabores de BH

Não há adjetivos suficientes: deliciosa, saborosa, divina, magnífica, espetacular, todos eles não servem para descrever a cozinha mineira. Mas a gente tenta.

por Paulo Atzingen – com transcrição de áudios de Patrícia de Campos


Sejam as massas feitas à mão produzidas com o cuidado e o carinho artesanal na Cozinha da Vó Anna, ou a coxa creme do Querida Jacinta naquele ambiente aconchegante e pós-moderno, seja o Filé Surprise, na Cantina do Lucas, recheado de histórias dos tempos da ditadura militar. Todos eles integram uma parte da experiência sensorial do DIÁRIO em Belo Horizonte durante o presstrip #vemprabh realizado pelo portal Turismo de Minas.

Querida Jacinta

Querida Jacinta é o nome do restaurante/bar/cervejaria/casa de shows, sob o comando de Keyla Monagene, inaugurado em fevereiro de 2019. O Jacinta tem como hit gastronômico a coxa creme, feita com coxa inteira de frango recoberta por uma massa especial de batata e abóbora que faz dupla com as cervejas artesanais vendidas na casa.

Um galpão adaptado de forma inovadora e criativa, com a assinatura do arquiteto Fernando Bosalan (Crédito: Vivi Martinelli/VEMPRABH)

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O ambiente é pós-moderno e aconchegante. Um galpão adaptado de forma inovadora e criativa, com a assinatura do arquiteto Fernando Bosalan, as claraboias trazem claridade natural para o interior do espaço, criando um ambiente acolhedor e descontraído. Ponto de encontro de jovens na faixa dos 35 anos, em happy hours animados, sempre embalados por muita música e porções. No horário do almoço é a vez de moradores locais e executivos ocuparem as mesas para degustar os pratos de uma cozinha mineira contemporânea, assim como aos finais de semana por famílias belohorizontinas.

“Nossa proposta é trazer a tradicional cozinha mineira com outra roupagem, sempre promovendo nossas delícias regionais, como os queijos, café, geleia de jabuticaba, barriga de porco, entre outros tantos ingredientes que compramos de produtores locais, assim como as cervejas artesanais que a casa oferece. Nossa assinatura principal é uma cozinha afetiva”, diz Keyla.

SERVIÇO:

Cervejaria e Restaurante 
🔸Terça a Domingo
📲 31 97116.2900
📍R. Grão Pará, 185, Sta Efigênia

JACINTA (@queridajacinta) 

Cozinha da Vó Anna

Um outro destaque em BH é a Cozinha da Vó Anna, espaço que leva esse nome em homenagem a avó das irmãs e proprietárias Fernanda e Marcela, sócias de Jaqueline e Natália. O restaurante abriu as portas em 2019, com a proposta de unir os sabores de dois “mundos”, a Itália e Minas Gerais, e de ser também uma cozinha exclusiva de mulheres, que através da culinária se empoderam. Essa proposta é tão forte, que todo o staff é feminino e um dos projetos (pós-pandemia) é criar cursos somente para mulheres, que possam ter na gastronomia a alternativa de empreender, abrindo inclusive espaço para mulheres trans e de baixa renda.

As sócias afetivas: Fernanda, Marcela, Natália e Jacqueline (Crédito: DT)

Marca feminina

Fernanda conta que a avó era mineira, casada com um descendente de italiano, sendo tradição as reuniões dominicais de família, onde as massas eram feitas artesanalmente, para os fartos almoços que reuniam gerações. Natália traz também essa forte marca feminina da avó, dona de hotel em Goiânia, com quem passou a infância e traz na memória o seu interesse desde pequena pela culinária, quando ajudava a preparar inclusive as massas, molhos e recheios, que foram descobertos no livro de receitas de sua avó e que fazem parte do cardápio da casa.

A avó Anna estampa um quadro do restaurante (Reprodução do DT)

“Todas nós temos fortes referências femininas e acredito que isso tenha colaborado para nos unirmos, além de uma proposta única de unir sabores. As massas que aprendemos a fazer artesanalmente em nossas infâncias hoje ganham sabor especial com produtos mineiros, como o queijo canastra, o parmesão mineiro, a couve e a taioba”, conta Natália.

Um dos lindos pratos da vó Anna: ravióli com lombo defumado selado na manteiga com doce de abacaxi (Crédito: Vivi Martinelli/VEMPRABH)

“Percebemos o poder de nossa união, quando em meio a pandemia, conseguimos nos reinventar, trazendo novas receitas e novos produtos, como a caixa gastronômica composta por massa fresca, molho e garrafa de  vinho, que passaram a ser entregues na forma de delivery. Como mulheres, tivemos a sensibilidade de entender que era necessário não só alimentar, mas também “presentear” com sabores, principalmente em um momento tão delicado para todos”, acrescenta Natália.

SERVIÇO:

Cozinha da Vó Anna 

Mercado Novo em Belo Horizonte, Segundo Andar, Loja 2068

+55 31 98826-1341

Cantina do Lucas
A Cantina do Lucas é o único restaurante de Minas Gerais tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural de Belo Horizonte. Inaugurado em 1962, no então moderno conjunto Arcângelo Maletta, que reunia em um só espaço prédios comerciais, três prédios residenciais com torres de trinta andares, além de uma grande galeria, com lojas, serviços e a primeira escada rolante de Minas Gerais, atraindo inclusive um enorme público que visitava o local para conhecer aquela “grande novidade”.

Cantina do Lucas, garçons todos paramentados e equipe afinada como uma orquestra (Crédito: Vivi Martinelli/VEMPRABH)

Surprise

O tradicional restaurante, mantem até hoje o mobiliário e estilo dos anos 60, assim como a oferta de seus fartos pratos no cardápio. Um dos mais conhecidos e mais pedido, é o Filé Surprise, um bife de filé mignon recheado com presunto e muçarela, acompanhado de risoto, batata, cebola, abacaxi e banana frita, que pouco se modificou com o tempo.

“Somos conhecidos pelos nossos molhos e massas artesanais”, comenta Antônio Mourão, gerente do restaurante. “A fama de nosso restaurante fez com que recebêssemos nomes como Paulo Autran, Fernanda Montenegro, e até mesmo o NOBEL José Saramago, quando foi palestrar no Palácio das Artes, entre outros”, conta Mourão.

O indescritível ‘Surprise’ da Cantina do Lucas (Crédito: DT)

Entrar na icônica Cantina do Lucas, pode ser uma volta no tempo se imaginarmos os segredos que as mesas e cadeiras guardam. O local foi reduto de intelectuais, jornalistas, estudantes, políticos e artistas. Ali por volta dos anos 70 era o ponto de encontro de jovens, como  Wagner Tiso, os irmãos Borges e o Bituca (Milton Nascimento), que tocavam quase ao lado, no conhecido “Clube da Esquina”.

Inaugurado no auge dos tempos da ditatura, seu então proprietário filiado ao “partidão, fez do espaço um “apoio a resistência”, e o garçom Oympio, era a prova viva dessa história. O garçom, que morreu em 2003,  trabalhou até os 82 anos na cantina, o que lhe rendeu uma citação no Guinness Book.

Acabou o Filé à Cubana

Antonio Mourão, gerente geral do Cantina do Lucas (Crédito: DT)

“Naquela época o pessoal se reunia aqui para discutir política, mas a gente sabia que às vezes tinha gente infiltrada do DOPS no restaurante, se passando por cliente, só para observar. Se eles eram espiões, Olympio fazia parte da contra espionagem. Quando percebia algum deles, passava na mesa dos “amigos” e falava: Acabou o Filé à Cubana. Esse era o código para mudarem de assunto”, conta Mourão entre outras histórias. Sem dúvida, ir a Belo Horizonte e não conhecer a Cantina do Lucas é o mesmo que ir ao Rio e não conhecer o Corcovado.

SERVIÇO:

Cantina do Lucas

Av. Augusto de Lima 233, lj. 18, Belo Horizonte, MG, 30190-000


* O jornalista Paulo Atzingen viajou a convite do #vemprabh projeto realizado pelo portal Turismo de Minas  aprovado no edital de apoio a eventos turísticos da Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte – Belotur, com o patrocínio da Prefeitura de Belo Horizonte.

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Paulo Atzingenhttps://www.diariodoturismo.com.br
PAULO ATZINGEN é jornalista profissional (DRT-185 PA) desde o ano 2000; cursou Letras e Artes e Comunicação Social na Universidade Federal do Pará. Produziu reportagens na Amazônia sobre sustentabilidade, conflitos agrários e étnicos. Lançou em 1998 sua primeira revista, a PAYSAGE – dirigindo-a e publicando-a por três anos. Em Belém, foi repórter do jornal O Liberal, O Paraense e articulista do jornal A Província do Pará e Diário do Pará. É premiado contista, com três livros de ficção em prosa publicados via editais. Trabalhou como redator no jornal de turismo Brasilturis e fundou em 2005 o DIÁRIO DO TURISMO, o primeiro jornal On-line Diário de Turismo do Brasil. Atualmente desenvolve projetos de conteúdo editoriais e digitais para empresas privadas de hotelaria, aviação, companhias marítimas, destinos turísticos e biografias.

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