Salão Nacional do Turismo tem pai? Sim, Milton Zuanazzi!

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O secretário de Planejamento, Sustentabilidade e Competitividade do Ministério do Turismo, Milton Zuanazzi atendeu o DIÁRIO DO TURISMO durante o primeiro dia do Salão Nacional do Turismo. Ele foi um dos idealizadores, lá atrás, em 2005, do 1º Salão, que aconteceu em São Paulo. O evento retorna, depois de 12 anos, com força total, agora em Brasília, no estádio Mané Garrincha e vai até domingo (17). A expectativa é receber até 30 mil pessoas. Confira a entrevista concedida ao editor do DT, jornalista Paulo Atzingen.

DIÁRIO – Zuanazzi, de onde veio a coragem de fazer um evento com tão pouco tempo de planejamento?
Milton Zuanazzi: Esse é o desafio, né? Se a gente não tivesse essa experiência no passado, não conseguiria fazer. Levantar isso aqui não é fácil, porque você tem que ter uma tratativa com os 27 estados. Tem uma tratativa que envolve muitas lentes. Ao falarmos de gastronomia, eu falo com o SENAC, falando de artesanato, falo com o Sebrae, falando de produção associada ao turismo, falo com o MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário. Ao falar de produção cultural, temos que contactar o Sesc e Ministério da Cultura. Então, as rotas do Brasil, as trilhas do Brasil, nós falamos do meio ambiente. É muita interlocução, então dá um trabalho realmente muito grande e ele exigiria, realmente, um tempo maior. Isso não há a menor dúvida, sempre falei abertamente, não tem porque esconder.

DIÁRIO – Secretário ao que se deve as falhas em algumas entregas neste 1º dia de Salão do Turismo?
Milton Zuanazzi: Na verdade, é uma montagem que está faltando. Aspectos da montagem, o resto está aí, todo mundo, veio as manifestações, o artesanato, tudo aí. A parte de montagem, plotagem, parte de lona atrasou porque houve um atraso na contratação do montador, e eles também só conseguiram entrar aqui no Mané Garrincha na segunda-feira, porque teve um show da Ludmila aqui no sábado e eles tiveram que desmontar no domingo. Eles também estavam contando que a abertura oficial hoje fosse no final da tarde, não de manhã.

DIÁRIO – A vinda anunciada do Lula, depois cancelada, influenciou?
Milton Zuanazzi: É, porque quando o presidente vem, tem que parar, né? Porque tem varredura, então também para toda montagem. Aí vem a abertura, aí tem que ficar montando no meio das pessoas, não tem outro jeito. O montador tinha me prometido até ás 16h mas eu acho que não consegue, pelo que eu estou vendo aqui.

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DIÁRIO – Qual a importância do Salão do Turismo para o desenvolvimento do setor no Brasil?
Milton Zuanazzi – Uma coisa importante que o Salão oferece, e eu queria destacar, tenho falado isso com toda a imprensa, é um ambiente que traz todo o Brasil para o mesmo lugar. Não estou falando só de ambiente comercial, mas estou falando também de destinos, que envolvem municípios turísticos, envolve produção social e envolve grandes debates lá na área de conhecimento, e há dois grandes debates que eu considero essenciais, e por isso também o Salão acabou se somando. Trata-se da premiação do Prêmio Nacional, que nós íamos fazer, então por isso também é bom, porque, fizemos o Salão e “jogamos” o Prêmio para cá.

Outro fato importante no Salão é a instalação do novo Conselho Nacional de Turismo, que também teria um evento de posse, porque aquele Conselho deixou de existir, passou a existir um novo, e vai se dar amanhã, às 9h, aqui na Área do Conhecimento.

E um terceiro momento, bastante significativo, é o do encontro das Instâncias de Governança Regional. Nós temos no Brasil 345 instâncias, que também é um encontro que reúne muita gente, tinha que ser em Brasília. Estávamos com a data prevista para o final de Novembro, mas pensamos “não, então vamos concentrar tudo no Salão”. Então são três momentos muito significativos para o ano que vem, porque são passos para a política pública muito necessários. Sem essas estruturas, a gente não consegue avançar com rapidez, correto? O Turismo é muito dependente das parcerias, certo?

DIÁRIO – Qual o diferencial do Salão do Turismo para outras feiras?
Milton Zuanazzi: A ideia do Salão, ao contrário de uma feira de trade, é uma ideia de destino. Por isso que a gente traz o artesanato, a produção associada da agricultura familiar. O vinho, a cachaça, a cerveja, o queijo, porque tudo isso associa ao destino. Por isso que a gente traz também a manifestação cultural, que são bem regionais, que vai começar daqui à pouco. Então, cada estado vai trazer uma manifestação, uns é dança, outro é música, e a ideia é o cliente buscar uma tendência, do que tem, como é. Então, não é necessariamente uma feira de negócios, correto? Por isso que não tem o nome “feira”.

O Salão do Turismo foi meio inspirado no Salão do Automóvel. Você não vai no Salão do Automóvel para comprar automóveis, você vai para ver o que estão lançando, certo? Então, a ideia é mais ou menos a mesma. Aqui, a ideia é o destino, ver o aspecto do destino. Por isso, o público final, mas nada impede que o trade esteja, tem várias representações do trade que estão aí, mas não é uma ABAV, não é uma WTM, com foco na comercialização.

DIÁRIO – Para finalizar, como é composta sua equipe?
Milton: Eu acabei tendo que buscar gente que tinha experiência no Salão. Então, eu tive muita ajuda do Marcelo Freixo, da Embratur, porque lá tem uma turma grande (com experiência) em Salão. Tive também um socorro com alguns parceiros, como a Unesco e a UnB. Também o SEBRAE Senac, eu já citei. Mas digo os que não tinha citado, então a UnB, a UNESCO, então nós conseguimos montar um time, fizemos uma grande sala para conduzir o projeto. Eu não teria gente suficiente dentro do Ministério para fazer. Foi realmente uma grande força- tarefa.

Quem é Milton Zuanazzi?

De 2003 a 2006 Zuanazzi ocupou o cargo de secretário nacional de Políticas de Turismo. Foi ministro interino do Turismo e coordenou a elaboração e execução do Plano Nacional de Turismo. Ainda como secretário-executivo do Conselho Nacional de Turismo, representou o Brasil na Reunião Especializada de Turismo do Mercosul e no comitê de finanças da Organização Mundial do Turismo.

De 20 de março de 2006 a 31 de outubro de 2007, foi o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).


*Paulo Atzingen é jornalista e fundador do DIÁRIO DO TURISMO

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